Interior

Dourados enfrenta surto de chikungunya com cinco óbitos, incluindo um bebê, em 2026

O surto apresenta crescimento rápido de casos, com 1.198 confirmações e 2.382 casos prováveis registrados até 2 de abril

2 ABR 2026 • POR Taynara Menezes • 15h40
Imagem ilustrativa - Foto: PMCG

Dourados, segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul, vive uma emergência em saúde pública em 2026 devido ao surto de chikungunya, que já resultou em cinco óbitos confirmados, incluindo um bebê, todos entre a população indígena. O surto apresenta crescimento rápido de casos, com 1.198 confirmações e 2.382 casos prováveis registrados até 2 de abril.

Conforme o relatório epidemiológico divulgado nesta quinta-feira (2), a situação tem sobrecarregado a rede de saúde local. A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade registrou média de 456 atendimentos diários nos últimos 15 dias, um aumento significativo em relação à média de 302 atendimentos registrada anteriormente. Atualmente, 39 pacientes estão internados em hospitais da cidade, incluindo o Hospital Universitário, Porta da Esperança e Hospital CASSEMS.

O documento indica que a doença ainda está em ascensão, com taxa de positividade de 73,59% e taxa de ataque de 9,02 a cada 1.000 habitantes, mostrando que a maioria das pessoas com sintomas testadas apresentam resultado positivo.

População indígena em alerta

O foco de maior preocupação permanece nas aldeias indígenas do território polo base de Dourados. Entre indígenas, foram registradas 1.883 notificações, sendo 822 confirmadas, 1.519 prováveis e 343 descartadas. Nove indígenas estão internados e 227 receberam atendimento hospitalar, reforçando a vulnerabilidade deste grupo.

Prevenção e orientação

A Secretaria Municipal de Saúde reforça a necessidade de procura imediata por atendimento ao apresentar sintomas, acompanhamento médico e atenção especial a crianças, idosos e indígenas. O monitoramento contínuo inclui dados laboratoriais, notificações e internações hospitalares, auxiliando na análise da evolução do surto e na tomada de decisões para controle da epidemia.