Avanço da Rota Bioceânica impulsiona mercado imobiliário na Capital, afirma corretor
Especialista aponta que investimentos bilionários e nova dinâmica logística já refletem na valorização de imóveis e aumento da procura por investidores em Campo Grande
11 ABR 2026 • POR Taynara Menezes • 08h49O avanço da Rota Bioceânica e a chegada de grandes investimentos em Mato Grosso do Sul já estão impactando diretamente o mercado imobiliário de Campo Grande. A avaliação é do corretor de imóveis Vinícius Cruz, que afirma que a Capital passa a ocupar posição estratégica como hub logístico na América do Sul.
Segundo ele, o efeito da rota já é perceptível no setor, colocando a Capital dentro do cenário econômico regional. "A Rota Bioceânica, hoje, não está só no papel, ela está sendo praticamente concretizada. Hoje, 15% do crescimento no ramo imobiliário tem acontecido por conta dessa questão da rota. Campo Grande não é mais uma capital de passagem, ela já passa a ser um hub logístico do estado inteiro e também da América do Sul", afirmou.
deixando se ser um local de passagem para um hub logístico do estado inteiro e também da América do Sul. Vinícius também destaca o impacto de outros setores, como o de celulose, que devem movimentar mais de R$ 130 bilhões em investimentos até 2030, segundo projeções do mercado. Esse volume, afirma, já pressiona a demanda por moradia e imóveis comerciais.
"Esse crescimento todo já está refletindo na procura por imóveis. Isso fomenta um crescimento gigantesco, com demanda de pessoas vindo para as empresas e também de novos produtos imobiliários", explicou.
Outro ponto destacado é a consolidação dos estúdios no mercado imobiliário. "O estúdio não é mais moda, é tendência consolidada. Ele veio para ficar", afirmou. Sobre o cenário de crédito, Vinícius avalia que a alta dos juros tem alterado o comportamento dos compradores.
"A taxa realmente está alta. Muitas pessoas estão optando por negociação direta com a construtora ou compra na planta. O mercado mudou um pouco", disse.
Ele conclui afirmando que o momento favorece investidores atentos às oportunidades. "Quando a taxa está alta, a demanda não está tão grande, e isso dá mais flexibilidade no mercado", finalizou.
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