Polícia

Boletim de ocorrência aponta que pastor teria estuprado a cunhada aos 15 anos na Capital

A vítima relatou que o autor passou a tocá-la por cima da roupa, desconsiderando seus pedidos para que cessasse a conduta, e que os abusos teriam ocorrido de forma reiterada

11 ABR 2026 • POR Vinícius Santos • 20h44
Douglas Alves Mandu - Foto: Reprodução / Redes Sociais

Boletim de ocorrência aponta que o pastor e ex-servidor da prefeitura de Campo Grande, Douglas Alves Mandu, teria cometido estupro contra a própria cunhada, irmã de sua esposa, quando ela tinha entre 14 e 15 anos de idade. O caso foi denunciado e encaminhado para investigação da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA).

Segundo o documento ao qual a reportagem teve acesso, a vítima procurou a Polícia e relatou que, na época, morava na Capital e cuidava dos sobrinhos — filhos de sua irmã, casada com Mandu. Ela levava as crianças à escola e permanecia na residência, onde também vivia o acusado.

De acordo com o registro, a vítima passou a detalhar um dos episódios de estupro sofridos. Contou que, após limpar a casa, a adolescente foi descansar no quarto dos sobrinhos.  Nesse momento, Douglas teria se aproveitado de sua sonolência para iniciar os abusos. 

A vítima contou que ele começou a tocá-la por cima da roupa, ignorando seus pedidos para que parasse. Em seguida, teria a beijado à força, retirado sua blusa e passado a beijar seus seios e coxas. O boletim descreve que o autor tirou suas roupas à força e praticou conjunção carnal sem preservativo, contra sua vontade.

A comunicante afirmou que os abusos ocorreram mais de uma vez, cessando apenas quando voltou a morar com o pai e a madrasta. Por medo, não contou na época o que havia acontecido. Durante a formalização da denúncia, a vítima declarou sentir medo pela segurança da sobrinha, hoje com 10 anos, já que Douglas Alves Mandu continua residindo com sua irmã. 

Ela acrescentou ainda que, na época dos abusos, chegou a escrever uma carta relatando o que havia acontecido, mas o documento acabou sendo descartado pela irmã sem sequer ser lido, justamente no momento em que o acusado teria chegado para casa.

Outro boletim de ocorrência - Este não é o primeiro registro policial em que o nome de Douglas Alves Mandu aparece em investigações relacionadas a crimes sexuais. Em março deste ano, o religioso já havia sido citado em outra denúncia de suposto estupro, caso que teve repercussão à época e resultou no seu afastamento da gestão da prefeita Adriane Lopes.

Na sequência, Mandu foi exonerado do cargo de coordenador do Centro de Múltiplas Referências e Convivência do Idoso “Edmundo Scheuneman” (CCI Piratininga), onde recebia remuneração básica bruta de R$ 4.403,97.

Outro lado – O JD1 Notícias tentou contato com Mandu para obter um posicionamento, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria. Foram deixadas mensagens e o espaço permanece aberto para eventuais esclarecimentos ou manifestação.

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