Justiça

Família pede Justiça em júri de acusado pela morte de Aysla e Silas em Campo Grande

Pais do pequeno Silas Ortiz acompanham o julgamento do caso, ocorrido em 3 de maio de 2024, no bairro Jardim das Hortênsias, em que o adolescente de 13 anos foi morto por bala perdida

15 ABR 2026 • POR Vinícius Santos • 11h11
Pais de Silas durante o julgamento - Foto: Vinícius Santos / JD1

Ocorre nesta quarta-feira (15) o júri popular de João Vitor de Souza Mendes, acusado de participação em uma trama criminosa que terminou na morte de duas crianças em Campo Grande. João Vitor é acusado de ser o autor dos disparos que mataram os adolescentes.

As vítimas são Aysla Carolina de Oliveira Neitzke e Silas Ortiz, ambos de 13 anos. O crime ocorreu em 3 de maio de 2024, no bairro Jardim das Hortênsias, quando os adolescentes foram atingidos por bala perdida.

O JD1 acompanhou parte da sessão plenária de julgamento, que ocorre na 2ª Vara do Tribunal do Júri, sob a presidência do juiz Aluizio Pereira dos Santos. Durante a audiência, os pais de Silas Ortiz relataram o pedido por “justiça”, bastante abalados com toda a situação.

“A gente esperou tanto por justiça, já vai fazer dois anos. Estamos nessa expectativa, então eu espero que ele seja condenado pelos atos que cometeu… a vida do meu filho é preciosa”, disse a mãe, bastante abalada.

No julgamento, estiveram presentes apenas os pais de Silas. Já em relação à família de Aysla Carolina, não havia familiares acompanhando a sessão. O caso está em sua segunda fase de julgamento, após a realização da primeira etapa, ocorrida em 5 de novembro de 2025, quando outros réus já foram julgados e condenados no processo.

Entre os condenados pelo júri estão:

- Kleverton Bibiano Apolinário da Silva, apontado como mandante do crime, teria orquestrado o ataque de dentro do sistema prisional. Ele foi condenado a 14 anos de reclusão, referente à tentativa de homicídio de Pedro Henrique.

- Nicollas Inácio Souza da Silva, identificado como o piloto da motocicleta de onde partiram os disparos, confessou participação durante depoimento à polícia. Ele foi condenado a 43 anos e 20 dias de reclusão, sendo 10 anos pela tentativa de homicídio de Pedro Henrique, 15 anos pelo homicídio de Aysla, 15 anos pelo homicídio de Silas e 3 anos e 20 dias pelo porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, além de multa.

- Rafael Mendes de Souza, acusado de dar apoio logístico ao grupo, teria fornecido a motocicleta utilizada no ataque e sua residência como ponto de planejamento. Ele foi condenado a 11 anos de reclusão, sendo 10 anos pela tentativa de homicídio de Pedro Henrique, 1 ano por receptação e 1 ano pela posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

- Já George Edilton Dantas Gomes, motorista de aplicativo apontado como responsável por ajudar na fuga de três acusados após o crime, foi absolvido. Ele estava preso desde o ocorrido e, com a decisão, o juiz presidente Aluizio Pereira dos Santos determinou sua soltura.

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