Plano de ação em Dourados estabelece medidas para enfrentamento da chikungunya
Documento elaborado pelo COE reúne estratégias para conter avanço da doença na área urbana e na Reserva Indígena
15 ABR 2026 • POR Taynara Menezes • 16h50A Prefeitura de Dourados apresentou nesta quarta-feira (15) um plano estruturado para enfrentar o avanço da chikungunya no município. O documento foi elaborado pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE) e organiza as ações de enfrentamento tanto na área urbana quanto na Reserva Indígena.
Com 36 páginas, o Plano de Ação de Incidente define estratégias para ampliar a capacidade de resposta da rede de saúde, fortalecer a vigilância epidemiológica e organizar o atendimento aos pacientes.
Segundo o secretário municipal de Saúde e coordenador do COE, Márcio Figueiredo, o cenário atual é de transmissão sustentada da doença, com aumento da demanda por atendimentos e risco de sobrecarga do sistema de saúde.
A estratégia estabelece a Atenção Primária como eixo central do cuidado, integrada aos demais níveis de assistência, além de prever padronização de fluxos, diagnóstico mais ágil e melhor classificação de risco dos pacientes.
O plano também reforça ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, além de medidas educativas e articulação entre diferentes setores para redução de criadouros.
Outro ponto destacado é a integração entre o município e o Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (DSEI-MS), considerando as particularidades da Reserva Indígena de Dourados.
Entre as medidas operacionais, o plano prevê ainda a ampliação da oferta de serviços de saúde em parceria com o Estado, por meio da Central de Regulação Estadual. Isso inclui expansão de leitos, serviços de apoio diagnóstico e terapêutico (SADT) e reforço de recursos humanos, com atenção especial ao polo indígena e a regiões com maior circulação do vetor e aumento de atendimentos.
O objetivo é garantir assistência mais rápida e eficiente às pessoas afetadas, além de reduzir casos graves e óbitos, monitorar a evolução da doença e orientar as ações com base em dados epidemiológicos atualizados.