Tecnologia

Com pele artificial, pesquisa simula efeitos da menopausa e envelhecimento

Tecnologia desenvolvida no Brasil permite estudar alterações hormonais na pele com mais precisão

16 ABR 2026 • POR Gabrielly Gonzalez • 17h12

Um novo avanço científico pode mudar a forma como a menopausa é estudada: pesquisadores desenvolveram um modelo de pele bioimpressa capaz de reproduzir, com precisão, os efeitos dessa fase no organismo feminino. A tecnologia simula alterações como perda de colágeno, diminuição da densidade e ressecamento intenso da pele.

Criado em laboratório no Centro de Inovação da marca Avon, o modelo permite que cientistas analisem, em ambiente controlado, como a redução de hormônios como estrogênio e progesterona impacta diretamente a estrutura da pele. Com isso, abre-se uma nova frente de investigação sobre o envelhecimento cutâneo feminino, ainda considerado um campo pouco explorado.

O estudo foi desenvolvido no Brasil  por meio da linha Avon Renew e utiliza células de mulheres brasileiras, o que garante maior precisão na análise das características da população. A tecnologia também possibilita cruzar dados clínicos com respostas da pele em nível molecular, tornando as pesquisas mais detalhadas e assertivas.

Além de ampliar o conhecimento científico, o modelo de pele em 3D pode acelerar o desenvolvimento de soluções mais eficazes para essa fase da vida, além de contribuir para práticas mais sustentáveis, reduzindo a necessidade de métodos tradicionais de teste.

A iniciativa acompanha um movimento crescente da ciência em olhar para a menopausa de forma mais ampla, considerando não apenas os impactos estéticos, mas também os efeitos na qualidade de vida. Dados da Fundação Oswaldo Cruz indicam que cerca de 82% das mulheres brasileiras apresentam sintomas que interferem no bem-estar durante esse período.