LDO chega à Câmara sob cobrança por avanços
Otávio Trad diz que colegiado vai comparar números com 2026 antes de seguir a tramitação
17 ABR 2026 • POR Da redação • 08h22A entrega do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2027 à Câmara Municipal de Campo Grande, nesta quinta-feira (16), abriu uma nova etapa de discussão sobre o uso dos recursos públicos na Capital, com previsão de R$ 7,261 bilhões. Apesar do aumento de 4,12% em relação ao orçamento deste ano, o tom dentro da Casa de Leis é de cautela e cobrança sobre o conteúdo da proposta.
O texto, protocolado pela prefeita Adriane Lopes pouco antes da sessão ordinária, começa agora a tramitar na Comissão de Finanças e Orçamento, responsável por analisar os números e conduzir o debate. À frente do colegiado, o vereador Otávio Trad indicou que a análise não será automática e que haverá comparação detalhada com a LDO anterior.
“Vamos reunir os cinco membros da Comissão, definir o relator e fazer uma análise comparativa da LDO de 2026 para verificar o que de fato mudou”, afirmou. A fala sinaliza preocupação com possíveis repetições ou ausência de avanços concretos na proposta apresentada pelo Executivo.
A partir da definição do relator, o projeto passa a receber emendas dos vereadores, que podem sugerir alterações na destinação dos recursos. Mesmo com a previsão de emendas impositivas, atualmente em cerca de R$ 830 mil por parlamentar, a efetividade desses valores e a execução prática seguem como pontos de atenção recorrentes.
Como ocorre todos os anos, a proposta também deve passar por audiência pública antes da votação final, abrindo espaço para participação popular.
A LDO serve como base para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA) e precisa estar alinhada ao Plano Plurianual (PPA), definindo metas e prioridades da administração municipal. Na prática, porém, o desafio apontado nos bastidores é transformar as previsões em entregas efetivas à população.