Polícia

Custodiado e em estado grave, 'só um milagre' pode salvar subtenente que atirou na companheira

Colega afirmou que só ajuda divina pode salvá-lo; subtenente entrou em protocolo de morte encefálica e segue internado na Santa Casa

17 ABR 2026 • POR Taynara Menezes e Vinicius Santos • 20h45
Foto: Reprodução

Custodiado e em estado grave, o subtenente da Polícia Militar da reserva Charles Cano da Mota, de 56 anos, entrou em protocolo de morte encefálica. Nos bastidores, um colega de profissão afirmou que “só um milagre” pode salvá-lo.

A atualização do caso registrado no Jardim Colúmbia, nesta segunda-feira (13), aponta agravamento no estado de saúde do autor dos disparos contra a companheira. Mesmo hospitalizado, ele permanece custodiado pela tentativa de feminicídio.

A delegada Larissa Serpa, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), confirmou que o caso é tratado como tentativa de feminicídio. No local do crime, móveis revirados e tufos de cabelo espalhados pela casa indicaram que houve luta corporal antes dos tiros.

A vítima foi atingida no quadril e no braço enquanto tentava fugir. Ela conseguiu pular o muro da residência e pedir ajuda em um bar próximo, sendo socorrida e encaminhada inicialmente a uma unidade de saúde. Depois, foi transferida para a Santa Casa. 

Nos bastidores da corporação, o quadro clínico do subtenente é considerado irreversível, reforçando a avaliação de que apenas um milagre poderia reverter a situação.

Ainda conforme apurado, familiares do militar não conseguiram visitá-lo desde a internação. Diante da custódia, foi necessário ingressar com uma ação judicial para tentar garantir o acesso, mas não há confirmação sobre o desfecho do pedido.

O caso segue sob investigação.