Justiça

Juiz autoriza visita a subtenente que atirou na companheira e tentou suicídio em Campo Grande

O policial da reserva conhecido como "Sub Mota" está hospitalizado desde o crime ocorrido na última segunda-feira (13), no bairro Jardim Colúmbia

18 ABR 2026 • POR Vinícius Santos • 14h12
Charles Cano da Mota - Foto: Reprodução / Redes Sociais

O juiz Aluízio Pereira dos Santos autorizou a visita familiar ao subtenente da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), Charles Cano da Mota, de 56 anos, que está custodiado após tentativa de feminicídio contra a companheira, em Campo Grande. 

O militar da reserva está internado em estado gravíssimo no hospital Santa Casa, após ter atirado contra a esposa e, em seguida, tentado tirar a própria vida com um disparo na cabeça.

Nos bastidores da corporação, colegas mais antigos do militar avaliam que o quadro clínico é irreversível, reforçando a percepção de que apenas “um milagre” poderia reverter a situação.

Ainda conforme apurado pela reportagem, familiares do militar não haviam conseguido visitá-lo desde a internação, sendo necessário ingressar com pedido judicial para garantir o acesso.

Na decisão, o magistrado destacou, "os argumentos sustentados pelos requerentes, notadamente, a situação fático-jurídica encartada nos autos que comprovam a urgência da medida pleiteada para o fim de viabilizar a visitação dos familiares ao custodiado Charles, com quadro de morte encefálica, DEFIRO o requerimento e autorizo a visitação familiar nos termos pleiteados."

O juiz determinou ainda a notificação com urgência do hospital da Santa Casa desta Capital, além do diretor da Agepen e da Polícia Militar, com cópia da decisão, para a rápida viabilização das visitas.

Crime - O subtenente conhecido entre policiais como “Sub Mota” está hospitalizado desde o crime ocorrido na última segunda-feira (13), no bairro Jardim Colúmbia, em Campo Grande.

O caso passou a ser investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e, desde então, o militar permanece sob custódia policial, sob suspeita de tentativa de feminicídio.

A mulher atingida pelos disparos sobreviveu ao ataque e foi baleada duas vezes durante a ação atribuída a “Mota”. Ela conseguiu fugir pulando muros e, no atendimento prestado no dia dos fatos, não corria risco de morte.

Vídeo mostra a mulher fugindo:

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