Economia

Varejo avança 6,2% e puxa crescimento da economia de MS no início de 2026

Desempenho fica acima da média nacional em vários setores, com alta em serviços, indústria e saldo positivo de empregos

22 ABR 2026 • POR Taynara Menezes • 16h28
O varejo foi o principal motor do crescimento econômico - Edemir Rodrigues

O varejo foi o principal motor do crescimento econômico em Mato Grosso do Sul no início de 2026. O setor avançou 6,2% entre janeiro e fevereiro, desempenho muito acima da média nacional, que ficou em 1%, segundo dados do Termômetro do Varejo da FCDL-MS, com base no IBGE.

O resultado ajudou a puxar o conjunto da economia estadual, que também registrou avanços em outros segmentos. O comércio varejista cresceu 0,5% no período, enquanto os serviços tiveram alta de 4,3%, superando o desempenho brasileiro de 1,9%. A indústria também apresentou bom resultado, com crescimento de 8,1% no acumulado de 12 meses até fevereiro.

No campo, o Valor Bruto da Produção Agropecuária projeta alta de 2,2% no faturamento em 2026, enquanto o cenário nacional indica retração de 3,9%. O mercado de trabalho também acompanha o ritmo positivo. O estado fechou o primeiro bimestre com saldo de 10.369 vagas formais criadas, sendo 6.157 apenas em fevereiro. Em Campo Grande, o saldo foi de 1.582 vagas no período.

O crédito para empresas também avançou, com crescimento de 13,9%, somando R$ 39,9 bilhões e indicando maior capacidade de investimento no setor produtivo. Apesar dos números positivos, há atenção para o comportamento do crédito de pessoas físicas, que apresentou retração no período, o que pode influenciar níveis de inadimplência nos próximos meses.

A inflação em Campo Grande registrou alta de 0,48% entre março e fevereiro, com destaque para a gasolina, que subiu 4,59%. No acumulado de 12 meses, Educação (5,2%) e Vestuário (5,1%) lideram as maiores altas.

A presidente da FCDL-MS, Inês Santiago, avalia que o cenário é positivo, mas ainda cercado de incertezas. “O desempenho da economia em 2026 segue condicionado pelas incertezas do cenário externo, com impactos dos conflitos geopolíticos nos combustíveis e na inflação, e também pelo cenário interno, em um ano de volatilidade política”, afirmou.

Já o presidente da Acrissul, Guilherme Bumlai, destacou a integração entre os setores produtivos. “O agronegócio produz, mas também consome muito do varejo. Essa integração é fundamental para o desenvolvimento econômico do estado”, disse.