Comportamento

Moradores de condomínio fazem 'vakinha' para ajudar porteira doente na Capital

Campanha busca arrecadar recursos para exames e tratamento de trabalhadora querida pelos vizinhos

29 ABR 2026 • POR Gabrielly Gonzalez • 15h05

Moradores do condomínio Castel di Verona, localizado no Jardim Seminário, em Campo Grande, se mobilizaram em uma corrente de solidariedade para ajudar a porteira Jucilene, conhecida carinhosamente como “Ju”, que enfrenta um delicado quadro de saúde e precisa de atendimento médico urgente.

Muito além da função profissional, Ju conquistou a confiança e o carinho dos moradores ao longo dos anos, sendo considerada uma amiga e uma presença constante no dia a dia do condomínio. "O dia só começa de verdade depois do sorriso e da recepção atenciosa da nossa querida porteira, a Ju, nossa guardiã", falaram. 

Recentemente Jucilene tem enfrentando problemas com a saúde, e, diante das dificuldades, os vizinhos decidiram retribuir o cuidado de sempre com uma vaquinha online

Segundo os moradores, o estado de saúde de Jucilene exige uma investigação rápida e detalhada, incluindo exames de alta complexidade, como tomografias e ressonâncias magnéticas, além de biópsias e consultas com especialistas. Ela também precisa manter acompanhamento rigoroso para controle de diabetes, que se agravou recentemente.

"Sabemos que o sistema público nem sempre tem a agilidade que a gravidade do caso dela exige. O tempo é um fator crucial. A Ju é uma mulher batalhadora, mas os custos desses exames e especialistas particulares fogem totalmente das condições financeiras da sua família", ressaltaram ao contar como surgiu a ideia de ajudar para garantir que o tratamento aconteça no tempo necessário.

Para a reportagem, a própria Jucilene contou que chegou a procurar atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Coronel Antonino, e que tudo começou dia 15 de abril. "Eu comecei com dores na região da barriga, fui no posto e me deram soro de hidratação. Dois dias depois voltei [na UPA], o médico pediu tomografia, exames de sangue, o médico olhou, disse que era gases e me liberou".

Ela conta que procurou pela terceira vez a unidade da Coronel Antonino, quando ficou internada e notaram que a diabete estava alta, com a medicação certa, as dores foram diminuindo. "Na segunda-feira, minha diabete estava 256 [considerado alta], o médico me liberou sem qualquer medicamento". 

Ao perceber que não passava, Jucilene procurou o posto novamente, mas depois decidiu procurar atendimento particular, onde a médica orientou que ela fosse internada no CTI (Centro de Terapia Intensiva), mas que ela precisou negar por questões financeiras. Diante disso, os moradores se mobilizaram para que ela consiga o tratamento o mais rápido possível. 

Os moradores pedem que, além de doações, a campanha também seja compartilhada para alcançar mais pessoas e ampliar a rede de apoio. “Qualquer valor faz a diferença. O que para nós pode ser simples, para ela representa um passo a mais rumo à recuperação”, destacam os organizadores.

Para ajudar, basta clicar aqui e fazer sua contribuição.