Dourados confirma 9ª morte por chikungunya em meio a surto da doença
A confirmação do óbito ocorreu após investigação do órgão municipal com apoio do Laboratório Central (Lacen) do Governo do Estado
1 MAI 2026 • POR Vinícius Santos • 16h14A prefeitura de Dourados confirmou quinta-feira (30) a nona morte por complicações da chikungunya no município, que enfrenta um surto da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.
A vítima, de 29 anos, residente na Aldeia Bororó. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, ela apresentou os primeiros sintomas em 19 de abril e morreu no dia 25 de abril no Hospital da Vida. A confirmação do óbito ocorreu após investigação do órgão municipal com apoio do Laboratório Central (Lacen) do Governo do Estado.
Com o novo registro, sobe para nove o número de mortes em Dourados, sendo oito delas de pacientes indígenas. O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura para coordenar ações de enfrentamento à epidemia na Reserva Indígena e no perímetro urbano, reforçou o alerta sobre a gravidade da situação.
“Infelizmente, mais uma vítima dessa grave doença e ainda assim muita gente está relativizando o problema”, afirmou o secretário municipal de Saúde e coordenador do COE, Márcio Figueiredo.
Situação epidemiológica
O município já registrou 7.371 notificações de chikungunya, com 2.755 casos confirmados, 5.271 prováveis, 2.100 descartados e 2.516 em investigação.
Atualmente, 35 pacientes seguem internados com a doença em diferentes unidades de saúde, incluindo o Hospital Universitário da UFGD, Hospital da Vida, Hospital Regional, Hospital Cassems, Hospital Evangélico Mackenzie e Hospital Porta da Esperança (Missão Caiuá).
Aldeias concentram maioria dos casos
Na área das aldeias Bororó e Jaguapiru, o cenário também é crítico: são 3.113 notificações, com 1.759 casos confirmados e 715 em investigação.
O COE reforça que o combate ao mosquito depende de ações conjuntas. “A situação continua muito grave e as pessoas precisam entender que combater os focos do Aedes aegypti não é obrigação exclusiva da prefeitura”, destacou o secretário.
Segundo ele, a eliminação de água parada, limpeza de quintais e descarte correto de lixo são medidas essenciais para conter o avanço da doença no município.
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