Meio Ambiente

Onça capturada é batizada de 'Corumbella' e será monitorada no Pantanal

Animal foi translocado em operação em Corumbá e receberá acompanhamento com colar GPS na Serra do Amolar

4 MAI 2026 • POR Taynara Menezes • 17h23
Animal com a equipe de resgate - Foto: IHP

A onça-pintada fêmea capturada neste final de semana, em área urbana de Corumbá, foi batizada de ‘Corumbella’ e translocada para um corredor de biodiversidade na Serra do Amolar, no Pantanal, onde será monitorada. O animal tinha histórico de ataques a animais domésticos na região urbana, fator que motivou a captura e a translocação para área de conservação.

O nome ‘Corumbella’ faz referência à espécie fóssil Corumbella werneri, descoberta na região e considerada um dos primeiros animais pluricelulares da Terra. A operação envolveu diversas instituições, com apoio do Exército Brasileiro e coordenação de órgãos ambientais e equipes técnicas.

Sobre o monitoramento, o diretor-presidente do Instituto Homem Pantaneiro (IHP), Ângelo Rabelo, destacou a importância do trabalho conjunto e do acompanhamento contínuo do animal após a soltura.

“Essa foi uma operação que destaca a importância de trabalho conjunto e coordenado para favorecer a conservação do Pantanal. Agora, com o uso de colar GPS/VHF será possível acompanhar os deslocamentos do animal, identificando áreas de uso, rotas de movimentação e padrões de comportamento ao longo do tempo. Esses dados ajudam a entender melhor como a espécie utiliza o ambiente, quais são seus territórios e como responde a pressões como presença humana ou mudanças no habitat. Além disso, o monitoramento contínuo permite avaliar a saúde e a adaptação do indivíduo após a captura”, detalhou.

Agora, ‘Corumbella’ será acompanhada por colar GPS/VHF, que permitirá o monitoramento de deslocamentos e comportamento na Serra do Amolar. O equipamento deve ser utilizado por um período estimado entre 6 meses e 2 anos, com previsão mínima de acompanhamento de 1 ano.

Captura

A operação de captura da onça-pintada levou cerca de 4 meses de planejamento, com ajustes finais realizados 15 dias antes da ação. O trabalho envolveu ao menos 10 instituições, com participação de veterinários, biólogos, técnicos e agentes públicos, além do apoio do Exército Brasileiro, por meio do Comando Militar do Oeste.

Para a captura, foram utilizadas duas armadilhas, uma de contenção e outra de transporte, cedidas pelo Instituto Reprocon, via Polícia Militar Ambiental de Corumbá.

No momento da captura, a onça pesava 72 quilos e tinha idade estimada em 4 anos.