Coleta de DNA em presídio reforça investigações criminais em MS
Cerca de 300 coletas foram feitas em presídio de Campo Grande para alimentar banco nacional
5 MAI 2026 • POR Vinicius Costa • 11h54A coleta de material genético de presos em Mato Grosso do Sul passou a reforçar, de forma direta, investigações criminais ao ampliar a base de comparação de DNA usada pela perícia no Estado. A ação foi realizada na Gameleira, na última quinta-feira, dia 30.
A ação mais recente mobilizou equipes dentro de unidade prisional em Campo Grande e resultou em cerca de 300 coletas, integrando uma operação interestadual que busca conectar vestígios biológicos a possíveis autores de crimes, inclusive entre diferentes estados.
O trabalho foi conduzido de forma conjunta pelas polícias Científica e Penal, com triagem prévia dos custodiados e coleta não invasiva do material biológico. Os perfis passam por análise laboratorial antes de serem inseridos no Banco Nacional de Perfis Genéticos, seguindo critérios técnicos e legais.
Com o cruzamento desses dados, é possível relacionar evidências encontradas em cenas de crime a indivíduos cadastrados, além de identificar ligações entre ocorrências distintas e reforçar provas em investigações em andamento.
Atualmente, Mato Grosso do Sul já soma milhares de perfis genéticos cadastrados, com registros de coincidências que auxiliaram investigações, indicando o potencial da ferramenta para ampliar a elucidação de crimes no Estado e no país.