"MS precisa escoar melhor sua produção", diz Reinaldo ao defender obras federais
Ex-governador citou rodovias, ferrovias e hidrovia como prioridades para o Estado
8 MAI 2026 • POR Da redação • 12h33O ex-governador de Mato Grosso do Sul e pré-candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja, defendeu mais investimentos federais em logística para o Estado. Segundo ele, Mato Grosso do Sul cresceu nos últimos anos, recebeu novas indústrias e ampliou a produção agropecuária, mas as obras de infraestrutura não acompanharam esse avanço.
“Mato Grosso do Sul produz grãos, fibras vegetais, proteínas animais e minérios. Mas, para crescer com competitividade, precisa escoar melhor sua produção”, afirmou.
Entre os pontos citados por Reinaldo está a situação da hidrovia do Rio Paraguai. Ele criticou a demora para liberar a dragagem em trechos afetados pelo assoreamento. “A ideia é apenas retirar o sedimento acumulado no fundo do rio, causado pelo assoreamento da planície. Nada além disso”, disse.
Segundo ele, a paralisação da hidrovia acaba jogando mais caminhões na BR-262, principalmente no trecho entre Campo Grande, Aquidauana, Miranda e Corumbá. Reinaldo afirmou que a rodovia segue praticamente com a mesma estrutura de décadas atrás, mesmo com aumento no fluxo de carretas, turistas e moradores da região.
Em entrevista à Rádio Independente de Aquidauana, o ex-governador também destacou a importância da estrada para o turismo no Pantanal e em Bonito, além do transporte de cargas.
Outro tema citado foi a concessão da chamada Rota da Celulose, que liga Campo Grande à Costa Leste do Estado. Para ele, o projeto deve melhorar a malha rodoviária da região, mas outras áreas não podem ficar sem investimentos.
Reinaldo ainda falou sobre a necessidade de recuperar a Ferrovia Noroeste do Brasil, que conecta Mato Grosso do Sul a São Paulo. Segundo ele, problemas em concessões antigas contribuíram para o sucateamento da linha férrea.
A Rota Bioceânica também foi mencionada como uma oportunidade para ampliar o comércio e integrar Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. “Tem trabalho pela frente e nós vamos encarar. Conhecemos de perto a realidade de Mato Grosso do Sul e sabemos quais são as melhores soluções para o Estado continuar crescendo”, finalizou.