Justiça

Acusado nega participação na morte de Léo no Nova Lima e diz que 'era amigo de infância'

"Não tenho envolvimento no assassinato", afirmou o réu perante o Conselho de Sentença

8 MAI 2026 • POR Vinícius Santos • 12h03
Réu durante o julgamento - Foto: Vinícius Santos

Acusado de ajudar a esconder o corpo de Leonardo Gomes Lescano, o “Léo”, em uma fossa no bairro Nova Lima, Iago Romão de Almeida, conhecido como “Neguinho” ou “Chipa”, negou participação no crime durante julgamento realizado nesta sexta-feira (8), em Campo Grande.

Ao ser interrogado no Tribunal do Júri, Iago afirmou que a vítima era um “amigo de infância” e declarou que não teve qualquer envolvimento no assassinato. “Não tenho envolvimento no assassinato”, afirmou o réu perante o Conselho de Sentença.

Iago responde pelo homicídio de Leonardo, morto em junho de 2020, no Nova Lima. O corpo da vítima foi encontrado dentro de uma fossa, em uma tentativa de ocultação do crime.

Durante o depoimento, o acusado disse que iria responder aos questionamentos e confirmou que conhece Maxsuel Bruno da Silva, o “Maquito”, apontado como autor do assassinato e já condenado pelo caso.

Segundo Iago, Maxsuel seria seu “meio primo” e todos eram amigos desde a infância. O réu contou que esteve na residência momentos antes do crime, mas alegou que foi embora porque precisava trabalhar.

Conforme o depoimento, ele teria retornado ao local após receber uma ligação de Maxsuel informando que havia ocorrido uma luta corporal e que Leonardo havia sido morto.

Ainda segundo Iago, ele não entrou no imóvel e apenas fechou o portão da casa. “Só fui até o portão”, declarou. Questionado sobre o motivo de não ter acionado a polícia, Iago respondeu, “Como que liga se estava foragido?”, afirmando estar foragido na época dos fatos.

O acusado negou ter visto o corpo de Leonardo ou qualquer vestígio de sangue, sustentando que não entrou na residência nem no quintal, ou seja, negando a autoria do crime.

Durante o interrogatório, Iago relatou que a casa onde ocorreu o crime pertencia a uma mulher identificada como “Dona Cida”, a quem chamou de “mãezona”. Segundo ele, estava tomando conta do imóvel porque a proprietária estava fora com o namorado.

Ao ser questionado sobre o motivo de Maxsuel ter afirmado que ele ajudou na ocultação do cadáver, Iago voltou a negar participação,  “Não ajudei não”, respondeu. O réu afirmou ainda que chegou a dizer para Maxsuel “se virar” após receber a ligação contando sobre a morte de Leonardo.

Na fase de investigação, Iago declarou que nunca confessou participação na ocultação do corpo e alegou ter sido agredido por policiais durante o depoimento prestado na delegacia. “Assinei os papéis na polícia”, afirmou.

Leonardo Gomes Lescano, o "Léo", como era conhecido na região, foi morto com o uso de objeto perfurocortante. O corpo foi localizado dentro de uma fossa dias após o crime, depois que familiares passaram a procurá-lo, já que inicialmente o caso era tratado apenas como desaparecimento.

Condenado - Esta é a segunda fase do julgamento do caso. O outro acusado, Maxsuel Bruno da Silva, o “Maquito”, já foi julgado e condenado a 16 anos e 9 meses de prisão pelo assassinato.

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Agora, o Tribunal do Júri analisa a participação de Iago Romão no crime. A sessão é presidida pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos, e o desfecho deve sair ainda nesta sexta-feira.