Rota Bioceânica impulsiona novo ciclo do mercado imobiliário, diz presidente do Secovi-MS
Renato Perez destaca valorização de áreas logísticas, avanço da locação e necessidade de segurança jurídica para sustentar crescimento do setor
10 MAI 2026 • POR Gabrielly Gonzalez • 13h45O avanço da Rota Bioceânica e os investimentos da cadeia da celulose estão transformando o mercado imobiliário de Mato Grosso do Sul e consolidando o Estado como um dos principais polos de desenvolvimento da América do Sul. A avaliação é do presidente do Secovi-MS, Renato Perez, que aponta crescimento da valorização imobiliária, aumento da procura por locações e expansão de novos empreendimentos como reflexos diretos desse cenário econômico.
Segundo ele, a Rota Bioceânica representa um dos projetos mais importantes para o futuro do Estado, ao conectar Mato Grosso do Sul a mercados internacionais e reduzir custos logísticos. O impacto já começa a ser percebido principalmente na valorização de áreas estratégicas para logística, centros de distribuição e galpões industriais.
"Ela tende a posicionar o Estado como um hub logístico estratégico na América do Sul, conectando mercados e reduzindo custos de transporte. Para o setor imobiliário, isso se traduz em valorização de áreas logísticas, aumento da demanda por galpões, centros de distribuição e também reflexos no mercado residencial, com a atração de novos profissionais e empresas. É um movimento que estimula desenvolvimento econômico e, consequentemente, expansão imobiliária de forma mais previsível", declarou em entrevista ao JD1.
Outro setor apontado como responsável pelo crescimento imobiliário é o da celulose, que vem ampliando operações principalmente em cidades do interior. Conforme Renato, o movimento aumenta a demanda por imóveis residenciais e comerciais, além de pressionar preços em regiões específicas.
Apesar do cenário positivo, o presidente do Secovi-MS destacou que o crescimento exige planejamento urbano e maior eficiência nos processos públicos. Entre os principais desafios enfrentados pelo setor estão a burocracia, a lentidão no licenciamento de projetos e a insegurança jurídica.
“Esse movimento também impulsiona novos empreendimentos e exige planejamento urbano adequado para evitar desequilíbrios, como falta de infraestrutura, mão de obra ou crescimento desordenado”, explicou.
Renato também defendeu medidas para tornar o ambiente de negócios mais competitivo, como simplificação de processos, equilíbrio tributário e investimentos em infraestrutura urbana.
Para ele, Mato Grosso do Sul vive um momento favorável impulsionado por vetores como agronegócio, logística e indústria, fatores que devem manter o mercado imobiliário aquecido nos próximos anos.
Além do crescimento econômico, o setor também acompanha mudanças no perfil do consumidor. Segundo o dirigente, a nova geração busca imóveis mais compactos, tecnológicos e bem localizados, além de soluções que ofereçam praticidade e sustentabilidade.
Mesmo diante dos desafios econômicos e dos juros elevados, Renato avalia que o mercado imobiliário segue como uma das opções mais seguras de investimento no longo prazo, principalmente em um Estado que cresce acima da média nacional.