Governo de MS formaliza PPP do Hospital Regional com previsão de 577 leitos
Parceria prevê R$ 7,3 bilhões em operação ao longo de 30 anos e quase R$ 1 bilhão em obras de ampliação e modernização do HRMS
11 MAI 2026 • POR Taynara Menezes • 14h41O Governo de Mato Grosso do Sul formalizou nesta segunda-feira (11) a PPP (Parceria Público-Privada) do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, que prevê investimentos bilionários, ampliação da estrutura para 577 leitos e gestão dos serviços não assistenciais por uma concessionária ao longo de 30 anos, mantendo o atendimento 100% gratuito pelo SUS.
"É um modelo que foi difícil de chegar a um projeto final, foram quase três anos entre o início até ter finalizado o processo em leilão na B3. É complexo, envolve modernidade, ampliação e longo prazo. Mas é um projeto muito bem estruturado. A gente já começa agora, a partir da assinatura, com todas as etapas contratuais para chegar ao objetivo final de ter um hospital modelo com 577 leitos”, disse o governador Eduardo Riedel.
O projeto prevê R$ 7,3 bilhões em operação ao longo de 30 anos e mais R$ 966 milhões em obras de ampliação, modernização e renovação tecnológica. A proposta inclui aumento de 60% da capacidade do hospital, com a criação de 577 leitos, além da ampliação dos atendimentos anuais de 30 mil para 42 mil e quase o dobro de internações mensais, que devem passar de 1,4 mil para 2.760.
Segundo o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, a iniciativa busca melhorar tanto a estrutura quanto a experiência do paciente. “O paciente precisa perceber o cuidado e a humanização do atendimento”, afirmou.
A concessão foi vencida pela Construcap CCPS Engenharia e Comércio, por meio da Inova Saúde MS, que ficará responsável pelos serviços não assistenciais do hospital com proposta de R$ 15,9 milhões mensais, um deságio de 22% em relação ao valor de referência.
Entre os serviços sob gestão da concessionária estão recepção, limpeza, vigilância, manutenção predial, lavanderia, nutrição e dietética, logística hospitalar, engenharia clínica e apoio administrativo. Já a assistência médica e o atendimento ao paciente seguem sob responsabilidade do Estado.
“O projeto é uma parceria, não uma privatização. O atendimento continua sendo público e gratuito”, reforçou o diretor de operações da Inova Saúde MS, Vinícius Battistella.
O prazo para a conclusão das obras de expansão é de dois anos e a reforma das estruturas já existentes serão realizadas em mais dois anos.
Entre as atribuições do Inova Saúde MS estão recepção, limpeza e jardinagem, vigilância, portaria e estacionamento, lavanderia e rouparia, manutenção predial e engenharia clínica, central de material esterilizado, nutrição e dietética, esterilização, logística de almoxarifado e farmácia, transporte, necrotério, serviço de arquivo médico, estatística e faturamento, gases medicinais e utilidades, aquisição de insumos e dietas e apoio ao serviço de atendimento domiciliar.