'Crime não impera', diz comandante do BOPE após morte de líder do CV em Sonora
"Lucão" já vinha sendo monitorado, segundo explicou o coronel Rocha, comandante do BOPE/PMMS, que também destacou a ficha criminal do elemento que confrontou os policiais
14 MAI 2026 • POR Vinícius Santos • 11h36Apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho (CV) em Sonora, Lucas Adriano Caniza Santos, de 32 anos, morreu após confrontar policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) na madrugada desta quinta-feira (14), no município de Sonora.
Conforme explicou o tenente-coronel Rigoberto Rocha Silva, “Lucão” já vinha sendo monitorado pelas equipes de inteligência da corporação e foi localizado em atitude suspeita ao lado de outro indivíduo.
“Estava em uma atitude suspeita nessa madrugada, foram feitos procedimentos para tentar abordar, ele estava com mais uma segunda pessoa, essa segunda pessoa empreendeu fuga e ele ao sacar arma de fogo ia tentar contra a equipe policial, a equipe policial evitou e aí foi feito todos os procedimentos de socorro, mas ele veio a óbito”, explicou o comandante.
Segundo Rocha, “Lucão” possuía passagens por organização criminosa e tráfico de drogas, além de ser considerado uma liderança do grupo criminoso na região norte do Estado.
“Esse elemento com passagem por organização criminosa, com passagem por tráfico de droga, é um elemento já dessa organização bastante conhecido, tinha ali uma certa liderança desse grupo e o BOPE tira de circulação, lógico, utilizando todos os meios legais para que a abordagem seja feita da forma mais tranquila, sempre dentro da legalidade, sempre dentro do que é proporcional, gradual, mas o elemento ali quando oferece uma resistência, o policial do Batalhão de Operações Especiais está pronto ali para dar a resposta adequada”, destacou.
O comandante também afirmou que a situação na região está sob controle das forças de segurança, “Destacamos que a região está controlada, que o crime organizado não impera no nosso Estado. Polícia Militar trabalha com planejamento, ela trabalha bem estruturada, cabe destacar ali o trabalho do 5º Batalhão”, afirmou.
Criminosos de fora
Durante a entrevista, o coronel Rocha explicou que integrantes de facções criminosas estariam migrando de outros estados para Mato Grosso do Sul, principalmente para cidades da região de divisa, mas garantiu que as forças policiais monitoram constantemente a movimentação.
“É importante falar que o criminoso está vindo de fora, vindo de outro estado, ele pode ter certeza que o Batalhão de Operações Especiais está monitorando, está identificando, está monitorando e vai abordar, se tiver em atitude suspeita vai abordar, se tiver devendo alguma coisa para a justiça ele vai ser preso, se tiver cometendo algum ilícito ele vai ser preso.”
Sobre a atuação operacional das equipes, o comandante reforçou que o objetivo inicial sempre é realizar abordagens sem confronto, “BOPE opera na tentativa de tirar esse elemento de circulação da maneira mais tranquila possível, mas o criminoso ele tem que saber se houver alguma possibilidade de resistência, o BOPE está preparado também para reagir e fazer frente a esse tipo de ameaça”, disse.
Rocha também destacou a integração entre as forças de segurança de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso no combate às facções criminosas na região de fronteira e divisa.
“Também cabe destacar a integração que vem sendo feita ali Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, tanto na parte de inteligência como na parte operacional, então realmente a gente está despendendo ali muito esforço para fazer frente àquela criminalidade e garantir a segurança e continua sendo segura a linda cidade de Coxim, a linda cidade de Sonora, Pedro Gomes, dentro da segurança proporcionada pela Polícia Militar.”
Disputa territorial
Ainda conforme o comandante do BOPE, a presença de faccionados em Mato Grosso do Sul estaria ligada à tentativa de expansão territorial das organizações criminosas. “A gente acredita que seja ali uma região territorial, uma passagem ali para o estado, a gente está vendo ali que do outro lado da divisa já existe alguma força um pouquinho maior, então esse tipo de organização ali é muito territorial, ele busca estabelecer o território para tentar se expandir para a próxima cidade”, explicou o coronel Rocha.
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