Aena nega envolvimento de funcionários em operação da PF no aeroporto de Corumbá
Operação Íkaros investiga envio de drogas da Bolívia para São Paulo por meio de Corumbá
15 MAI 2026 • POR Vinicius Costa • 17h20A Aena, concessionária responsável pela administração do Aeroporto Internacional de Corumbá, afirmou nesta sexta-feira (15) que nenhum funcionário da empresa está envolvido na Operação Íkaros, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um esquema de envio de drogas da Bolívia para o interior de São Paulo.
Em nota, a concessionária informou que atua com “política rigorosa de integridade, ética e cumprimento da legislação brasileira” e declarou que colabora com as autoridades para contribuir com as investigações. A empresa também disse permanecer à disposição para fornecer informações que auxiliem no esclarecimento do caso.
A operação da Polícia Federal apura a atuação de um funcionário que trabalharia no aeroporto de Corumbá e que teria facilitado o transporte de entorpecentes até o Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). Segundo a investigação, as drogas saíam da Bolívia e utilizavam a estrutura aeroportuária sul-mato-grossense como rota de envio.
A Operação Íkaros cumpre três mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão em Corumbá, além de uma prisão preventiva em Campinas. Durante a ação, um homem foi preso em flagrante com quatro armas de fogo. Celulares e um veículo também foram apreendidos.
De acordo com a PF, a investigação começou em 2024 após a prisão em flagrante de um casal em São Paulo, ocasião em que foram apreendidos 100 quilos de drogas oriundas da Bolívia. Os aparelhos celulares recolhidos nesta sexta-feira serão periciados para identificar outros envolvidos no esquema.