Preso com armas, cardiologista diz estar 'bem mal' com morte de companheira na Capital
João Jazbik Neto realizou exame residuográfico para saber se há ou não pólvora na mão do cardiologista
19 MAI 2026 • POR Vinicius Costa • 07h50O médico cardiologista João Jasbik Neto, de 71 anos, está bastante abalado com a morte da companheira, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos, nesta segunda-feira, dia 18, na Chácara dos Poderes, em Campo Grande.
Embora o caso tenha sido registrado na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) como suicídio, o profissional realizou um exame residuográfico para verificar se há ou não pólvara na mão, para auxiliar na investigação, como soube o JD1 Notícias.
Em nota divulgada na manhã desta terça-feira, dia 19, pelo advogado José Belga Assis Trad, foi informado que além de ser preso com posse irregular de arma de fogo, Jasbik foi autuado também por fraude processual.
"Apesar do luto e do sofrimento de que padece neste momento, o Dr. João Jasbik se colocou à inteira disposição da autoridade policial, prestando todos os esclarecimentos", diz trecho da nota.
Ele deve passar por audiência de custódia na manhã desta terça-feira para saber se continuará ou não preso em razão das autuações sofridas.
Registro policial - Conforme o boletim de ocorrência, o marido da vítima, o médico cardiologista relatou que Fabíola havia realizado normalmente a rotina matinal antes de subir para o quarto do casal, no andar superior da residência. Estranhando a demora da esposa, ele subiu até o cômodo, encontrou a porta fechada e tentou contato, sem resposta.
Em seguida, desceu novamente e ligou para o celular da vítima, mas ela não atendeu. Pouco tempo depois, ouviu um disparo de arma de fogo. Ao retornar ao quarto, encontrou Fabíola caída no chão.
A morte da fisioterapeuta foi lamentada pelo Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 13ª Região, que publicou nota de pesar pela perda da profissional.