Alcolumbre cancela votação de ministro indicado ao CNJ no Senado
Enquanto análise foi adiada, senadores aprovaram nove indicações para cargos públicos e diplomáticos
21 MAI 2026 • POR Sarah Chaves, com Agência Senado • 14h51O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, cancelou nesta quarta-feira (20) a votação da indicação do ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para o cargo de corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no biênio 2026-2028.
A análise foi adiada após apenas 59 dos 67 senadores presentes registrarem voto no plenário, número considerado insuficiente para atingir a maioria absoluta necessária para aprovação.
Durante a sessão, parlamentares da base e da oposição divergiram sobre a continuidade da votação. Enquanto senadores defenderam o adiamento, outros pediram que a votação fosse mantida com os votos já computados. Ao anunciar a decisão, Alcolumbre afirmou que ainda há prazo para definição do novo corregedor, cuja posse está prevista para setembro.
Mais cedo, a indicação de Benedito Gonçalves havia sido aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) por 21 votos favoráveis e cinco contrários. O ministro é integrante do STJ desde 2008 e já atuou como juiz federal e desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região.
Indicações aprovadas
Enquanto a votação do CNJ foi adiada, o Senado aprovou nove indicações para cargos públicos. Sete delas foram para representações diplomáticas brasileiras no exterior.
Os nomes aprovados foram João Batista do Nascimento Magalhães para Omã; Marcelo Paz Saraiva Câmara para o Vietnã; Paulo Roberto Sores Pacheco para o Japão; Olyntho Vieira para Belize; Ricardo André Vieira Diniz para Bahamas; Fábio Vaz Pitaluga para Albânia; e Ricardo de Souza Monteiro para a missão brasileira junto à ONU e organismos internacionais em Genebra.
Os senadores também aprovaram duas indicações para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), após sabatina realizada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
O CNJ é responsável pelo controle administrativo, financeiro e disciplinar do Poder Judiciário brasileiro, além da fiscalização das atividades dos magistrados em todo o país.