Congresso da AZAB debate conservação e reúne especialistas de todo o país no Bioparque Pantanal
Primeiro dia do evento destacou a união entre zoológicos, aquários e instituições ambientais na preservação de espécies ameaçadas
26 MAI 2026 • POR Taynara Menezes • 16h39Mato Grosso do Sul recebe pela primeira vez o Congresso da AZAB (Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil), que começou nesta terça-feira (26), no Bioparque Pantanal, reunindo representantes de zoológicos, aquários, pesquisadores e instituições ambientais de todo o país.
A 49ª edição do evento segue até sexta-feira (30) com o tema “Mergulho na conservação – ciência, sociedade e meio ambiente”, abordando ações voltadas à preservação de espécies ameaçadas do Pantanal, especialmente os peixes continentais.
Vice-presidente da AZAB, Nancy Benevicius destacou a importância de Mato Grosso do Sul sediar o congresso pela primeira vez e afirmou que a chegada do Bioparque à associação fortalece a troca de experiências entre instituições de diferentes regiões do país.
“É sempre bom quando a gente recebe membros de estados que não são tão comuns. A gente tem muitos membros de São Paulo e do Sul do país, mas Mato Grosso do Sul é o nosso único membro. E um aquário que é referência, que investe em pesquisa e conservação”, afirmou.
Segundo ela, o congresso vai além das discussões sobre aquários e zoológicos e promove debates amplos sobre conservação ambiental, pesquisa e educação ambiental. A programação reúne palestras de profissionais que atuam diretamente em campo, como pesquisadores ligados à preservação de espécies ameaçadas.
“Essa semana de troca de experiências, de vivências, de conversas e conhecimentos é essencial para a formação de qualquer um que queira entrar nesse mundo da conservação, da pesquisa e da educação ambiental”, disse Nancy.
Entre os participantes do congresso está Flávia Miranda, do Instituto Tamanduá, que reforçou a importância da atuação conjunta entre conservação em vida livre e instituições de conservação ex situ, como zoológicos e aquários.
“A conservação in situ e ex situ andam juntas e os zoológicos são fundamentais para manter espécies ameaçadas, realizar pesquisa e educação ambiental”, afirmou.
Ela também destacou que muitos protocolos utilizados atualmente em campo foram desenvolvidos dentro de zoológicos parceiros, fortalecendo o trabalho de conservação desenvolvido por instituições ambientais.
Durante a participação no evento, Flávia apresentou o trabalho do Instituto Tamanduá, criado em 2005 e atuante em diferentes biomas brasileiros. No Pantanal, a instituição mantém ações voltadas à conservação de tamanduás e tatus, incluindo o projeto “Órfãos do Fogo”, realizado em parceria com o Governo de Mato Grosso do Sul e o CRAS.
“A gente pega filhotes cujas mães morreram queimadas ou atropeladas e devolve eles para a natureza depois de todo um processo de resgate e reabilitação”, explicou.
Para a pesquisadora, o congresso fortalece a integração entre instituições que atuam diretamente na proteção da fauna brasileira e amplia o debate sobre conservação