Justiça

Defesa de João Augusto diz que "trabalho foi feito" após condenação em Campo Grande

Advogado afirma que resultado foi o esperado dentro do julgamento e avalia possível recurso ao Tribunal de Justiça

27 MAI 2026 • POR Taynara Menezes e Vinicius Costa • 18h55
O julgamento foi realizado nesta quarta-feira (27), no plenário do Tribunal do Júri - Foto: Reprodução

Após a condenação de João Augusto Borges de Almeida, a 67 anos e 6 meses de reclusão, em regime fechado, a defesa do réu afirmou que o trabalho foi realizado ao longo do processo pelo assassinato de Vanessa Eugênia Medeiros, de 23 anos, e da filha, Sophie Eugênia Borges de Medeiros, de apenas 10 meses.

O crime, que também envolveu ocultação de cadáver e destruição de vestígios, ocorreu em 26 de maio de 2025 e teve grande repercussão em Campo Grande. O julgamento foi realizado nesta quarta-feira (27), no plenário do Tribunal do Júri, que ficou lotado e contou com a presença de familiares das vítimas e do réu.

Após mais de 8 horas de sessão, o advogado de defesa, Renato Cavalcante, comentou o desfecho do caso e destacou a atuação da equipe.

“Acreditamos que o trabalho foi feito, apresentamos dentro daquilo que nos propomos a fazer a nossa defesa e foi trazido, portanto, o resultado em relação ao fato que chocou Campo Grande”, afirmou.

Ele acrescentou que a defesa vai analisar os critérios utilizados na dosimetria da pena para verificar se estão dentro das exigências legais e não descarta a possibilidade de recurso ao Tribunal de Justiça.

SENTENÇA

A sentença foi proferida pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos, presidente da 2ª Vara do Tribunal do Júri. Ele determinou o cumprimento da pena em regime fechado, com prisão imediata, independentemente de eventual recurso da defesa.

Na decisão, o magistrado também fixou o pagamento de indenização de R$ 10 mil para cada uma das vítimas, a título de dano moral aos familiares, com atualização monetária.

O juiz destacou ainda a gravidade da conduta, apontando elementos que indicariam premeditação, além de comportamento considerado de alta reprovabilidade após o crime, como a tentativa de simular desaparecimento das vítimas e ações para dificultar a descoberta do ocorrido.

Também foram ressaltadas as circunstâncias do crime e o impacto às famílias, especialmente pelo fato de ter sido impossibilitado o ritual fúnebre adequado em razão do estado dos corpos.