Comportamento

Com doença rara, bebê passará por cirurgia após "verruga" nas costas

Família descobriu problema na coluna após meses de investigação; procedimento será realizado nesta quinta-feira (28) em Campo Grande

28 MAI 2026 • POR Taynara Menezes • 19h12
Imagem ilustrativa - Divulgação/HRPP

O que parecia apenas uma pequena “verruga” na região lombar do bebê Lucas Barbosa Machado, de 11 meses, acabou levando a família a uma investigação médica que terminou no diagnóstico de uma doença rara da coluna e da medula espinhal.

Desde os primeiros meses de vida, os pais Gustavo Machado e Carla Barbosa Machado perceberam uma alteração nas costas do filho e buscaram atendimento médico. Após uma sequência de consultas e exames, veio a confirmação: lipomielomeningocele, uma doença rara e congênita que afeta o desenvolvimento da coluna ainda na gestação.

Mesmo diante do diagnóstico, a família passou a contar com acompanhamento especializado e se prepara para o procedimento cirúrgico, marcado para esta quinta-feira (28), em Campo Grande.

O caso mobilizou a vinda do neurocirurgião pediátrico Alexandre Casagrande Canheu, referência nacional em cirurgias complexas pediátricas, que será responsável pela operação. A lipomielomeningocele integra o grupo dos disrafismos espinhais, condições raras causadas por falhas no fechamento da coluna vertebral e do tubo neural nas primeiras semanas de gestação.

O problema pode evoluir com o crescimento da criança, exigindo acompanhamento contínuo e, em muitos casos, intervenção cirúrgica. Segundo o especialista, a condição pode se manter silenciosa no início.

“À medida que a criança cresce, a coluna alonga, mas a medula fica fixa. Isso começa a tracionar os nervos, comprimir estruturas e provocar perda de função”, explica o médico.

Os sintomas podem incluir alterações na marcha, fraqueza nas pernas, deformidades nos pés, perda de sensibilidade e disfunções urinárias e intestinais. A cirurgia tem como objetivo descomprimir a medula e evitar a progressão das sequelas.

“Existe um receio em indicar cirurgia quando a criança ainda preserva funções. Mas o problema é progressivo. Esperar pode significar perder o momento ideal”, finaliza o especialista.