Itaipu destina R$ 2,06 milhões ao IFMS para projetos de energia renovável
Investimento beneficiará unidades de Naviraí, Dourados, Nova Andradina e Ponta Porã
29 MAI 2026 • POR Sarah Chaves • 09h36O Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) recebeu R$ 2,06 milhões da Itaipu Binacional para ampliar a geração de energia solar e modernizar laboratórios de pesquisa em quatro unidades localizadas na região sul do Estado. Os recursos beneficiarão os campi de Dourados, Naviraí, Nova Andradina e Ponta Porã.
O investimento foi aprovado por meio do Edital Energias Renováveis IPES/2025, do programa Itaipu Mais Que Energia. A assinatura do plano de ações ocorreu no último dia 21 de maio, em Curitiba (PR), reunindo representantes das instituições contempladas.
Do total destinado ao IFMS, R$ 1,38 milhão será aplicado na instalação e ampliação de usinas fotovoltaicas. O maior aporte, de R$ 832,6 mil, ficará com o Campus Naviraí, que ainda não possui geração própria de energia solar. O projeto prevê a implantação de sistemas com potência total de 238 kWp. Já os campi de Dourados, Nova Andradina e Ponta Porã receberão R$ 185 mil cada para ampliar estruturas já existentes.
Outros R$ 679 mil serão destinados ao Campus Nova Andradina para aquisição de equipamentos e insumos voltados à pesquisa em energia solar fotovoltaica aplicada ao ambiente rural. A proposta permitirá ampliar estudos sobre eficiência de painéis solares em condições climáticas reais e o impacto da sujeira sobre os módulos.
Segundo o pró-reitor de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação do IFMS, Edvanio Chagas, os investimentos devem gerar economia permanente nas contas de energia e liberar recursos para outras áreas da instituição. “Nos campi Naviraí Centro e Rural, contemplados com o maior volume por ainda não gerarem energia própria, estima-se uma economia mensal entre R$ 14 mil e R$ 17 mil nas despesas com eletricidade. Já nos campi Dourados, Nova Andradina e Ponta Porã, que receberão ampliações de usinas, a economia estimada ficará entre R$ 2,5 mil e R$ 3,5 mil por mês em cada unidade”, afirmou.
A execução financeira ficará sob responsabilidade da Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do Rio Grande do Norte (Funcern), enquanto a Caixa Econômica Federal fará o acompanhamento técnico e a liberação dos recursos. O prazo previsto para conclusão das ações é de 24 meses.