Economia

Frio encarece hortaliças e derruba preços de frutas na Ceasa/MS

Cenoura, abobrinha e tomate ficaram mais caros, enquanto tangerina, melão e melancia tiveram queda

1 JUN 2026 • POR Sarah Chaves • 11h11
De acordo com a Ceasa/MS, a redução dos preços está ligada ao aumento da oferta e ao consumo mais fraco - Divulgação

O frio das últimas semanas provocou aumento nos preços de algumas hortaliças comercializadas na Ceasa/MS. Levantamento da 22ª semana de comercialização, entre os dias 25 e 30 de maio, aponta alta na cenoura, abobrinha verde, tomate saladetti, quiabo e batata inglesa devido à redução da oferta nas regiões produtoras.

A maior alta foi registrada pela cenoura, que subiu 6,25%, passando de R$ 150 para R$ 160 a caixa de 20 quilos. Em seguida aparecem a abobrinha verde e o tomate saladetti, ambos com aumento de 5,88%, comercializados a R$ 170 a caixa. O quiabo teve valorização de 4,95%, chegando a R$ 200 a caixa de 15 quilos, enquanto a batata inglesa subiu 3,33% e alcançou R$ 300 o saco de 50 quilos.

Segundo a Divisão de Mercado e Abastecimento (Dimer) da Ceasa/MS, as baixas temperaturas reduziram a produtividade de culturas mais sensíveis, como abobrinha e quiabo, além de desacelerarem o desenvolvimento do tomate. No caso da batata, o fim gradual da safra das águas e as chuvas em importantes regiões produtoras também influenciaram os preços.

Enquanto algumas hortaliças ficaram mais caras, outros produtos registraram queda. A alface crespa teve recuo de 11,04%, seguida pela tangerina ponkan (-11,11%), maçã nacional (-8,25%), melão espanhol (-7,25%) e melancia (-4,76%).

De acordo com a Ceasa/MS, a redução dos preços está ligada ao aumento da oferta e ao consumo mais fraco. No caso das frutas, as temperaturas mais amenas diminuíram a procura por produtos como melancia e melão, enquanto o avanço da safra ampliou a oferta de tangerina ponkan no mercado.

A expectativa é que as hortaliças mais sensíveis ao frio continuem com preços elevados nas próximas semanas caso as temperaturas permaneçam baixas nas principais regiões produtoras do país.