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Manifestantes chamam servidores para paralisação no Fórum de Campo Grande

13 ABR 2011 • POR CG News • 17h06
O protesto é por melhores condições salariais aos servidores
Cerca de 50 servidores do poder Judiciário do Estado que participavam da paralisação em frente ao Fórum de Campo Grande acabaram de entrar no prédio com o objetivo “arrebanhar” outros colegas para o manifesto.

Sob o comando do presidente do Sindjus (Sindicato dos Servidores da Justiça de Mato Grosso do Sul), Dionizio Gomes Avalhaes, o grupo subiu as rampas de acesso aos blocos do Fórum fazendo barulho e munidos de faixas e cartazes.

“Vamos chamar os servidores para o manifesto”, afirma Dionizio.

A administração do Fórum tentou impedir a entrada dos manifestantes no início, mas os servidores conseguiram entrar no prédio, de forma pacífica. Mesmo em meio a paralisação, muitos servidores do Fórum continuaram com seus serviços normalmente e preferiram não aderir ao movimento.

De acordo com a analista de judiciário Márcia Saraiva, de 48 anos, menos da metade dos funcionários da Vara da Família aderiram à paralisação. Em outros setores do Fórum os serviços também continuavam sendo realizados normalmente, pelo menos até o início da tarde.

“Tem muito gente falando que não vai aderir ao movimento. Cada um tem um motivo, alguns são novos no serviço, outros nem são sindicalizados e não acreditam que vai dar em alguma coisa a paralisação”, diz Márcia.

Alguns servidores, que não quiseram se identificar, afirmaram que os chefes não liberaram para a participação no manifesto, mas mesmo assim eles preferiram não bater o ponto e descer para a paralisação. O dia de trabalho será descontado, segundo informação dos servidores.

A administração do Fórum informou que os atendimentos a população continuarão sendo realizados de acordo com a adesão dos funcionários de cada setor. De acordo com o Sindjus, durante a paralisação, que deve durar até o fim do expediente desta quarta-feira, será mantido apenas o plantão de atendimento emergencial conforme exigido pela lei de greve.

Das 54 comarcas de Mato Grosso do Sul, 31 aderiram totalmente a paralisação de hoje. As demais irão realizar paralisações parciais. Ônibus com servidores de Ponta Porã e outros municípios do interior do Estado também estão na Capital para o manifesto.

O grupo seguiu para o Tribunal de Justiça às 13h30 e continua com as ações de paralisação durante a tarde.

Reivindicações

Os servidores protestam por melhores condições salariais de trabalho e questionam o reajuste de 6% proposto ao judiciário.

Além das questões salariais, a categoria reivindica também que o expediente seja de doze horas com dois turnos, começando as 7h e encerrando às 19h.

O presidente do Tribunal de Justiça, Luiz Calos Santini, chegou a afirmar durante entrevista coletiva à imprensa que cortaria o ponto dos servidores que aderissem a paralisação. Em resposta às afirmações do presidente, o sindicalista afirmou que todos os trabalhadores estão preparados para isso. “É consequência”, afirmou.

Com informação do jornal eletrônico Campo Grande News.