"Fazendas de Lama" tinha chefe e reuniões eram comandadas por Giroto
24 MAI 2016 • POR Liziane Berrocal • 15h46A organização criminosa, como é chamada pelo MPF (Ministério Público Federal) a turma de Edson Giroto (PR) e de João Amorim, era organizada e com posições bem definidas. Segundo o MPF, o comando de Giroto sobre os crimes que eram cometidos na Agesul (Agência Estadual de Obras de Mato Grosso do Sul) era conhecido por todos.
Para o MPF, o conhecimento era tamanho, a ponto o ex-parlamentar ser chamado de “chefe” . O dado foi levantado por uma interceptação telefônica onde o engenheiro Romulo Tadeu Menossi, da Proteco, conversava com Marcos Puga e se referia a eles como mentores de todo o esquema.
Puga, que era servidor da Agesul, cobrava de Rômulo o pagamento de uma quantia em dinheiro, provavelmente proveniente de propina. No diálogo, Rômulo dia a Puga que haveria uma “reunião da cúpula” em que esse assunto seria tratado, referindo-se a Giroto como "chefe ".
Ele diz que "amanhã vai ter uma reunião amanhã cedo viu, e o seu tópico tá no meio da reunião tá, vai ter uma reunião com a turma aí, toda turma aí". Isso foi em 25 de novembro de 2014. Ao ser questionado por Puga sobre quem estaria na reunião, responde que estariam João Amorim, Edson Giroto (chefe) o que para os investigadores também confirma que Giroto participava das reuniões que tratavam das fraudes nas medições em favor da PROTECO.
Puga diz que era preciso dar um “apoio na medição, dá seus pulos seus". Isso já no final do mandato de André Puccineli.