“Somos tratados com dois pesos e duas medidas”, afirma presidente do Sisem
“Não vejo nosso caso tratado com Justiça”, avalia Wilson Coelho
25 JUN 2016 • POR Rafael Belo • 08h49“Independentemente de qualquer coisa é uma questão humanitária. Foi cortada a fonte de renda dos servidores públicos administrativos da educação. Tivemos que agir para ninguém passar fome. Fizemos a assembleia e decidimos comprar e distribuir as cestas básicas, que por enquanto são mais de 300, mas é possível que mais servidores precisem”, explica Wilson Coelho presidente interino do Sindicato dos Funcionários e Servidores Municipais de Campo Grande - MS (Sisem).
A preocupação é pela perseguição aos servidores administrativos da educação da Capital promovida pelo prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal. Pode ser caracterizado desta maneira porque diversos seguidores de outros seguimentos educacionais entraram em greve e foi considerada legal, mas esta categoria recebeu falta pela paralisação realizada para exigir os direitos. Eles entraram com processo e aguardam a sentença positiva pela legalidade do protesto.
Cerca de 700 servidores tiveram a confirmação do fato ao receberem o holerite no primeiro dia de junho. Já corria uma ação pela legalidade da liberdade de protestar e com os holerites tudo foi anexado para reforçar e tentar agilizar a decisão. Wilson não se conforma com a situação que deixa centenas de famílias sem ter como comprar alimentos. “Não vejo justiça com os administrativos da educação. Agora acontece reposição todo sábado e a escola toda vai repor. Nós precisamos de equilíbrio, de igualdade, mas tudo é reparável”, pondera
O presidente do Sisem/MS informa que estão insistindo na mudança de atitude do executivo municipal. Eles estão negociando com o prefeito para tentar manter o canal aberto.