Cultura

Oficina ensina a colorir recicláveis e criar conceitos na arte-educação

8 AGO 2016 • POR Da redação com assessoria • 17h44
Assessoria

A aula foi minstrada na tarde de domingo (7), para 25 professores e graduandos em cursos de licenciatura buscou abrir horizonte com materiais considerados sem valor. As ‘coisas’ são pratos de barro, pedras portuguesas, calotas de carro, palitos de sorvete, que se transformam em objetos renovados, arte pura. E o arte-edicador Jonir Figueiredo explica o passo a passo.

 “Quero que vocês explorem as possibilidades das pequenas coisas, das coisas que aparentemente não possuem valor. Apliquem cores, formas, suas idéias. Imaginem-se nas escolas das periferias, onde o pouco é muito. E disso, criem novas possibilidades para oferecer a estes alunos, para ampliar seus conceitos de arte e de mundo”, incentiva o arte-educador Jonir.

Oficina de arte educação minstrada por Jonir Figueiredo

As atividades fazem parte do projeto “Arte com Reciclagem”, do I Seminário Cultura e Educação, realizado pela Secretaria de Cultura, Turismo, Empreendedorismo e Inovação e Secretaria de Estado de Cultura entre os dias 5 e 7 de agosto.

O Seminário refletiu temas pertinentes na relação cultura e educação, provocou novos olhares sobre conceitos e práticas de interação, contemplou os hibridismos e cruzamentos poéticos. O encontro também oportunizou um espaço de partilha de saberes e fazeres educativos e artísticos, promovendo reflexões e práticas sobre a relação entre a cultura e educação.

A oficina de Jonir apresentou aos professores novas possibilidades, que vão além da pintura em tela. “O interessante é o educador orientar aos alunos que, hoje no mundo, se estabelece o conceito de reciclagem em tudo que realizamos”.

Quantos aos recursos que podem ser utilizados pelos arte educadores, Jonir defende que o arte educador têm que despertar o olhar do aluno para o que existe a seu redor. “As famílias dos alunos de escolas públicas, por exemplo, mal têm dinheiro para comprar o feijão do dia. Assim sendo, no quarto, no quintal, na rua ou na praça, é possível encontrar matérias-primas para a arte. Sobras de madeira, papelão, plásticos, geladeiras, computadores, vasos de cerâmica… Tudo isso pode ser transformado”, acredita.