Maioria dos deputados de MS votará a favor da cassação de Cunha
12 SET 2016 • POR Da redação com Agência Brasil • 16h48Faltando poucas horas para a sessão que define o futuro político do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), os oito deputados federais de Mato Grosso do Sul confirmaram presença hoje na votação e a maioria é a favor da cassação de Cunha pela quebra de decoro parlamentar, o único contrário é o deputado Carlos Marun (PMDB).
Dentre os deputados que votarão a favor da cassação estão: Geraldo Resende (PSDB), Elizeu Dionísio (PSDB), Dagoberto Nogueira (PDT), Zeca do PT, Vander Loubet (PT) e Tereza Cristina (PSB).
Deputado Dagoberto Nogueira (PDT) se pronuncia em vídeo sobre a votação da cassação de Eduardo Cunha hoje:
Para o deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM), caso não sejam apresentados novos fatos, seu posicionamento será de acordo com a Comissão de Ética. “Não gosto de antecipar meu voto, vou ouvir o que será dito, é um julgamento”, explicou.
Principal aliado
Principal aliado de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o também peemedebista Carlos Marun (MS) disse hoje (12) que vai insistir na tentativa de votar um projeto de resolução ao invés do parecer aprovado em junho, por 11 votos a 9, pelo Conselho de Ética, para tentar abrandar a pena que pode ser atribuída ao colega na sessão marcada para as 19h, quando a Câmara deve definir o futuro de Cunha. “Vamos tentar uma pena alternativa”, reiterou.
Marun disse que só chegará à Câmara minutos antes da sessão e contou à Agência Brasil que conversou com Cunha no início da manhã e descartou qualquer movimentação ou sinalização de uma possível renúncia. No plenário, o parlamentar quer usar os primeiros minutos para reforçar a tese de que não há provas concretas contra seu colega e tentar convencer outros deputados a flexibilizar as regras da Casa.
Segundo ele, a estratégia não é a mesma adotada pelo Senado, durante a votação do impeachment de Dilma Rousseff, quando a perda do cargo foi apreciada separadamente da perda dos direitos políticos. “A questão do Senado é diferente. Considero até inconstitucional”, afirmou.
Votação
Líderes partidários na Câmara apostam em quórum de mais de 400 parlamentares para a votação de hoje que vai decidir o futuro político do deputado. Para ser cassado, são necessários 257 votos a favor do parecer.