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Com mais de 3 mil caçambas paradas, caçambeiros não sabem o que fazer

População não aceita reabertura do aterro Noroeste

11 JAN 2017 • POR Fernanda Palheta • 11h54
Roberto Medeiros/ Arquivo

O impasse criado com o fechamento do aterro do Noroeste continua e os caçambeiros afirmam que não sabem o que fazer. Em reunião com o Prefeito Marquinhos Trad (PSD), moradores da região afirmaram que não aceitam a reabertura e pediram providências da Prefeitura.

Durante a reunião, o morador Aroldo José Lima relatou os problemas enfrentados pelos 15 mil moradores da região, que convivem com fumaça, medo de explosão e desvalorização da região, já carentes de investimento em saúde, educação e infraestrutura. Eles deixaram claro que não aceitam o depósito de materiais no local.

“A nossa situação é precária, estamos sem saber o que fazer. O aterro do Noroeste seria reaberto, mas a população não quer. Hoje temos 3.800 caçambas paradas na rua, sem saber para onde ir”, contou o empresário e membro da associação de caçambeiros, Bruno Brito.

“Estamos buscando uma alternativa, apesar do problema não ser de responsabilidade da Prefeitura de Campo Grande. Solicitamos a quantidade de caçambas com entulhos para resolver o que está pendente. A partir de então, caberá aos empresários a contratação de um aterro particular", explicou secretário de Governo e Relações Institucionais, Antônio Lacerda.

Segundo o empresário a Prefeitura busca alternativa e estuda locais para a destinação destes materiais, mas a responsabilidade é da iniciativa privada. “Hoje temos como opção a CG Ambiental, uma das poucas empresas têm licença para exploração de material de construção, mas tem limitações para receber caçambas”, explicou o empresário.

Sem solução o empresário explica que o custo do serviço vai aumentar. “Antigamente uma caçamba em Campo Grande custava entre R$100,00 e R$120,00, hoje com os curtos que nós temos, como a distância, uma caçamba vai custar R$350,00”, afirmou Brito.