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Prefeitura faz obra emergencial em rua destruída por enxurrada

20 FEV 2017 • POR Da redação com assessoria • 07h58
Reprodução

Depois de uma enxurrada levar quase todo o pavimento da Rua Jerônimo de Albuquerque, no Bairro Nova Lima, a Prefeitura de Campo Grande concluiu neste fim de semana uma obra emergencial para restabelecer as condições de tráfego.

A força da chuva abriu várias crateras nas duas laterais da rua, que impediam a entrada dos carros nas garagens. Para refazer a drenagem foi necessário retirar o que restou do pavimento e fazer um revestimento primário, refazendo a pista com a utilização dos resíduos triturados das placas de asfalto retirada das ruas onde o tapa-buraco já foi feito. Só a substituição da drenagem tem um custo estimado em R$ 280 mil e o pavimento, mais R$ 150 mil.

Só foi possível realizar o procedimento por conta da regularização dos contratos de locação de equipamentos, já que o parque rodoviário da Prefeitura, além de pequeno, está sucateado. O secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese, lembra que o revestimento primário não é uma solução definitiva, mas um paliativo para amenizar a dificuldade dos moradores.

“Já foi acertado com a empreiteira, responsável pela primeira fase da pavimentação do Nova Lima, que uma das frentes da drenagem será exatamente na Jerônimo de Albuquerque, entre a Guilherme de Almeida e a Marques de Herval”, explicou.  A Prefeitura planeja iniciar no mês de março a primeira etapa do asfaltamento do bairro, com investimento de R$ 20 milhões.

Este problema na Jerônimo de Albuquerque é recorrente há pelo menos dois anos no período de chuva. Segundo os engenheiros da Secretaria de Infraestrutura, foi feita  uma  drenagem com tubulação de  PVC, menos resistente que a de concreto. Em 2015, a rede não resistiu a pressão da enxurrada e quebrou, afundando parte do pavimento. Como na época não se fez a manutenção adequada, sendo jogado revestimento primário sobre a pista, acabou entupindo a rede de areia. A água da chuva entra pelas bocas de lobo e como não tem por onde escoar acaba pressionando e destruindo a capa asfáltica.

“Sem substituir a drenagem, refazer o asfalto é jogar dinheiro público fora”, avaliou o secretário, que esteve no local, acompanhando o serviço.  Para dona Luiza Medeiros, pelo menos, terá condições de colocar o carro na garagem. “O carro do meu filho quebrou o peito de aço em um dia de chuva. Ele não se deu conta do tamanho do buraco e tentou entrar na garagem. Resultado: uma conta de R$ 7 mil na oficina para consertar”, relembra.

A comerciante Marlene Eslaschki, que tem um restaurante na esquina com a Rua Guilherme de Almeida, torce para que nos próximos dias não chova muito e o asfalto novo chegue logo. “Nos últimos dias o movimento caiu bastante. Agora pelo menos os clientes não terão dificuldade para estacionar”, comentou.