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Equipes de tapa-buracos são cinco vezes maiores que no início da gestão

Mais de 90 mil buracos foram tapados em três meses em Campo Grande

2 ABR 2017 • POR Da redação • 07h41
Reprodução

 Nos três primeiros meses da administração do prefeito Marquinhos Trad (PSD), o número de equipes que trabalham na Operação Tapa-buracos aumentou cinco vezes em Campo Grande. A gestão começou com seis frentes de trabalho, no final de março o número chegou a 30 equipes. 

O aumento é resultado de um convênio entre a Prefeitura e o Governo do Estado, que garantiu o investimento de R$ 20 milhões para recuperação da malha viária pavimentada da Capital nos próximos seis meses.

As equipes estão distribuídas nas sete regiões urbanas de Campo Grande e vão garantir um incremento de 50% em relação as equipes que vinham trabalhando.

O secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese, formado há 34 anos pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul conta que o aumento das equipes foi gradual durante os primeiros meses de gestão e mesmo com poucas equipes mais de 90 mil buracos foram tapados. 

“Em termos de área, a gente fez um levantamento, foram 190 mil metros. Para a gente fazer uma comparação, daria para ter asfaltado 27 km de rua de sete metros de largura”.

Qual a estratégia usada nas operações tapa-buracos?

Rudi Fiorese - A gente vem priorizando as ruas de maior tráfego, as ruas que têm transporte coletivo, as ruas que estão em uma situação mais crítica. Quando nós começamos no dia 2 de janeiro, nós tínhamos seis equipes, que vieram da gestão anterior. E a gente foi aumentando e chegamos, ainda no mês de janeiro, com 20 equipes. E mantivemos isso até agora. Essa semana com os novos contratos, já com os recursos financeiros do convênio com o governo do Estado, a gente vai aumentar mais um pouco essas equipes e devemos chegar ai em torno de 30 equipes. A gente já tapou aproximadamente 90 mil buracos, em termos de área, a gente fez um levantamento, foram 190 mil metros. Para a gente fazer uma comparação, daria para ter asfaltado 27 km de rua de sete metros de largura. Para você ver o tanto de buracos que tinha na cidade. Nós fizemos isso tudo e ainda tem bastante, é só andar na cidade que você vê. 

Como foi dito, foram tapados aproximadamente 90 mil buracos. Quantos buracos ainda faltam?

Rudi Fiorese – Esse número de 85 mil foi o número que nós levantamos no começo da semana e como todos os dias as equipes estão trabalhando, hoje eu falo em 90 mil, mas se for fazer o levantamento foi até um pouco mais. Nós fizemos uma estimativa inicial que mostrou que existiam 280 mil, isso é uma estimativa porque é um número que varia no dia a dia, principalmente no período de chuva que a gente está atravessando e agora já está no final. E a gente espera também com a diminuição das chuvas a gente consiga avançar mais rapidamente. Porque a chuva atrapalha a gente de duas maneiras, ela atrapalha a empresa a fecharem os buracos que já estão abertos e faz surgir novos buracos. Porque quando não chove, praticamente não surgem novos buracos.

A população reclama que quando um buraco é tapado em algumas semanas ele abre de novo. Por que isso acontece?

Rudi Fiorese – A gente não tem detectado muitos casos desse tipo. O que ocorre é o seguinte, a gente tapa um buraco, mas em volta dele, nas proximidades daquele buraco, o pavimento já está deteriorado, a vida útil dele já acabou. Então surgem buracos próximos àqueles que você tapou. Às vezes dá impressão que reabriu o buraco que foi tapado, mas a maioria dos casos que a gente tem visto é isso, surgem buracos ao lado, nas proximidades. E quando ocorre de reabrir um buraco que foi recentemente tapado, a empresa que fez aquele serviço retorna e faz sem ônus para o município. Mas a gente não tem detectado muitos casos desse não. Eu acho que às vezes a pessoa está passando de carro e vê um buraco e parece que foi aquele que foi tapado, mas não é. Se você caminhar na via, você vai ver que o que ocorre é isso que estou falando, abre ao lado, nas proximidades, principalmente quando é uma rua que o pavimento está deteriorado. Se você olhar você vai ver que tem um remendo praticamente do lado do outro. 

A responsabilização da empresa caso o buraco reabra é uma medida nova?

Rudi Fiorese – Nós desde o início estamos exigindo isso, porque se a empresa tapou o buraco e ele reabriu ela retorna e refaz sem ônus para o município. Pelo menos na nossa administração temos feito isso desde o dia 2 de janeiro.

Na gestão de Bernal, os buracos entraram pra agenda política e administrativa. Se a manutenção tivesse sido feita corretamente nós teríamos este problema hoje?

Rudi Fiorese – Não, eu acho que não. Realmente não era para chamar tanta atenção assim. Se tivesse sido feita uma manutenção, não tivesse deixado aparecer tantos buracos como apareceram, sem dúvida isso não iria chamar atenção da população. É que chegou a tal ponto que virou um grande problema, todo mundo que tem carro ou mesmo quem não tem o veículo, mas usa o transporte coletivo passou a conviver com esse problema e isso passou a incomodar boa parte da população. 

Fala se muito, que com a estrutura de pessoal e equipamentos existentes em sua secretaria, é impossível ser eficiente. Isso é fato?

 Rudi Fiorese – A gente tem procurado melhorar o nosso quadro, conversamos com o pessoal, temos feito algumas reuniões e os servidores do município tem entendido o momento que a cidade vive essa dificuldade e que todos temos a obrigação de colaborar. Cada um na sua função para que a gente consiga tirar Campo Grande dessa situação. Que a gente consiga, no caso especifico aqui da secretária de infraestrutura, melhorar a situação das vias, de limpeza, de roçada dos canteiros de avenidas, de áreas verdes, que a gente consiga melhorar o aspecto da cidade. 

Quais as principais ações para infraestrutura em Campo Grande?

Rudi Fiorese – Eu acho que hoje na questão das vias publicas uma das principais questões é a gente viabilizar recursos financeiros para recapear essas ruas que estão em piores situações. O tapa-buraco é uma ação continua, isso não vai poder parar, mas a gente só vai conseguir a melhoria da condição da via com o recapeamento. Tapa-buraco é uma ação sempre corretiva e o recapeamento seria uma ação preventiva, devolver a vida útil aquele pavimento.

As obras com recursos federais que ainda possam ser retomadas, como anda isso?

 Rudi Fiorese – Nós já retomamos três Ceinfs e retomamos a sequencia da pavimentação do Jardim seminário e do Alto do São Francisco. Porque todas essas obras, mesmo com o recurso federal sempre tem uma contra partida financeira do município, e em função das dificuldades financeiras a medida que a gente consegue equacionar a contrapartida para uma dessas obras a gente retoma.