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Caso PRF: Para peritos e delegado, provas foram ‘plantadas’ na caminhonete

Para advogado de defesa, pericia foi mal feita e com intenção de prejudicar PRF

12 ABR 2017 • POR Fernanda Palheta • 11h13
Reprodução

Durante a segunda audiência do processo do policial rodoviário federal Ricardo Hyun Su Moon que matou o empresário Adriano Correia do Nascimento, os peritos e o delegado que foram ouvidos reforçaram a suspeita de que provas foram ‘plantadas’ no veículo da vítima. 

A audiência para esclarecer o surgimento de dois flambadores após o trabalho de perícia foi pedida pelo Ministério Público Estadual (MPE). Durante os depoimentos, um dos servidores ressaltou que o pátio do Instituto de Criminalista não tem qualquer tipo segurança.

O advogado de defesa, Renê Siufi, acredita que os depoimentos da segunda audiência tentaram prejudicar o policial. Ao ser questionado sobre a suspeita de que provas foram ‘plantadas’ o advogado respondeu que “eles devem ser agricultores para plantar provas”.

Renê Siufi destaca que a divergência dos depoimentos é uma prova de que a pericia foi mal feita. “Eles não querem assumir o erro e estão mantendo essa versão. Uma hora acha uma coisa outra hora muda. Para mim esses depoimentos não têm isenção”, destacou. 

Na audiência desta quarta-feira (12) serão ouvidas a vítima adolescente e seis testemunhas de defesa. E como a defesa solicitou a substituição de duas testemunhas e o réu só pode ser ouvido após término de todos os depoimentos. A audiência com o interrogatório do PRF foi transferida para a próxima quarta-feira (19).