Política

Puccinelli desmente acusações de ter recebido propina

Por meio de nota, ex-governador disse que negociação com Odebrecht foi acompanhada pela PGE

18 ABR 2017 • POR Redação • 09h59

O ex-governador André Puccinelli divulgou uma nota após divulgação de trecho da delação do ex-diretor da Odebrecht, João Antônio Pacífico, afirmando que ele teria recebido R$ 2,3 milhões da Odebrecht.

 No texto, Puccinelli esclarece que o “Governo do Estado negociou com o acompanhamento da PGE  (Procuradoria Geral do Estado ) uma dívida do governo do PT de 79 milhões por 24 milhões em cinco parcelas fixas e mensais” e que não pediu qualquer vantagem pessoal.

Ele ainda afirma que está à disposição da Justiça. “Sou político que sempre abriu mão dos sigilos bancário e fiscal desde o primeiro mandato eletivo, até hoje”, concluiu.

Entenda

Durante sua delação o ex-executivo da Construtora Odebrecht, João Antônio Pacífico disse que André Puccinelli (PMDB) também foi beneficiado pelo departamento de propinas. O ex-governador de Mato Grosso do Sul teria recebido R$ 2,3 milhões de contribuição para sua campanha a reeleição em 2010.

Esse valor seria 10% do que o Estado estaria devendo para a empresa e não foram repassados na gestão de Zeca do PT. Mato Grosso do Sul ainda devia R$ 79 milhões quando André assumiu em 2007. Após acordo, em 2010 a empreiteira aceitou receber 30% do montante, que equivalia a R$ 23,4 milhões.

Os R$ 2,3 milhões foram repassados para o empresário João Alberto Krampe Amorim dos Santos, dono da Proteco e na época tesoureiro informal das campanhas de André. Edson Giroto, que na época era candidato a deputado federal, chamado pelo delator de Carrossel, ainda teve uma contribuição de campanha de R$ 300 mil.