Em interrogatório, PRF reafirma que agiu em legítima defesa
A última audiência marca o fim das oitivas de ambos os lados, acusação e defesa
20 ABR 2017 • POR F. P. • 10h31Durante a última audiência nesta quarta-feira (19), do processo do policial rodoviário federal que matou o empresário Adriano Correia do Nascimento após briga de trânsito, Ricardo Hyun Su Moon, o “Coreia”, reafirmou que disparou os sete tiros em legítima defesa.
O advogado de defesa, Renê Siufi, destacou que no processo existem provas do depoimento do PRF. “O Adriano tentou atropelar ele, e existem provas disso no processo. Testemunhas afirmaram que ouviram quando o empresário arrancou o carro contra o Moon”, ressaltou. A defesa ainda afirmou que a vítima estava embriagado.
Na primeira audiência do processo seis testemunhas de acusação e as duas outras vítimas presentes no fato foram ouvidas, e segundo a defesa do policial, houve divergência entre os que as testemunhas disseram e as provas.
Na segunda audiência os peritos e o delegado que foram ouvidos reforçaram a suspeita de que provas foram ‘plantadas’ no veículo da vítima. Durante a terceira audiência o adolescente, de 17 anos, que estava na caminhonete prestou seu depoimento. A quarta audiência marca o fim das oitivas de ambos os lados, acusação e defesa.
Relembre o caso
O policial rodoviário federal Ricardo Hyun Su Moon é acusado de matar a tiros o empresário Adriano Correia no dia 31 de dezembro, após uma discussão banal de trânsito. Além de Adriano, o policial rodoviário federal ainda atingiu mais duas pessoas que estavam com ele no carro.
Apesar da tese de legítima defesa, a polícia concluiu que ele cometeu homicídio doloso, quando há intenção de matar. O empresário foi atingido por sete disparos feitos com a arma utilizada em serviço pelo policial. Informações da Polícia Civil apontam que Ricardo Moon teria disparado pelo menos sete vezes.