Após acidente que matou sul-mato-grossense, Sinpetro ataca Petrobras
“Foram assassinados por uma gestão desumana empregada pela Petrobras”, afirmou o sindicato
12 JUN 2017 • POR Da redação com Assessoria • 17h09Depois de acidente em navio fretado pela Odebrecht, o SinpetroNF (Sindicato dos Petroleiros do Norte) ataca a Petrobras e chama gestão da estatal de desumana. A ruptura em uma das caldeiras, que culminou em um vazamento de vapor, matou três funcionários, entre eles o três-lagoense, Eduardo Aragão de Lima, de 33 anos.
De acordo com o site do SinpetroNF (Sindicato dos Petroleiros do Norte), Eduardo estava internado no HPM (Hospital Público de Macaé) e morreu às 00h20 de domingo. Além do Sul-mato-grossense, morreram também Erickson Nascimento de Freitas, 29, e Jorge Luiz Damião, 44. Outro envolvido, Fernando Garcia ficou ferido, mas já foi liberado do Hospital de Macaé (RJ).
Em nota o SinpetroNF criticou a Petrobras. “Deixamos aqui os nossos mais sinceros sentimentos a todos e todas familiares, parentes, amigos, colegas e conhecidos de Eduardo, assim como de Jorge e Erickson, que também foram assassinados por uma gestão desumana empregada pela Petrobras e outras tantas empresas do ramo”, disse a nota.
O acidente
Na manhã desta sexta-feira (9), durante inspeção anual NR-13, a caldeira do navio sonda NS-32 (Norbe VIII), afretado pela Odebrecht, na Bacia de Campos no Rio de Janeiro, foi colocada em operação, em seguida ocorreu ruptura do tampo inferior liberando vapor e atingindo quatro trabalhadores. Destes quatro trabalhadores, três não resistiram e acabaram morrendo. A causa da ruptura ainda está em investigação