Violência de latrocínio adia velório de Silveira e esposa por duas vezes
Os corpos estão desfigurados e só serão liberados após reconstrução
19 JUL 2017 • POR Da redação • 16h23O velório do ex-vereador Cristóvão Silveira e sua esposa Fátima Silveira, assassinados nesta terça-feira (18) foi adiado pela segunda vez. O motivo, de acordo com informações, é o fato dos corpos terem ficado desfigurados, tamanha foi a violência dos criminosos.
Inicialmente o velório seria às 13 horas desta quarta-feira (19). O horário então foi alterado para 17 horas e agora, segundo familiares, acontecerá apenas amanhã a partir das 8 horas. Os corpos só serão liberados para o velório e sepultamento após serem reconstruídos.
A Câmara Municipal de Campo Grande decretou luto oficial de três dias e as bandeiras na sede do Legislativo estão hasteadas a meio mastro.
Cristóvão Silveira foi vereador de Campo Grande por cinco mandatos (de 1993 a 2012). Silveira foi vereador pelo PSDB e é o autor de duas importantes leis. A Lei nº 3.121/95, que trata da obrigatoriedade do uso de cinto de segurança pelos ocupantes dos bancos dianteiros dos veículos automotores que circulam pelo município de Campo Grande; e a Lei da Cantina Saudável (Lei nº 4.992/11).
O crime
O ex-vereador Cristóvão Silveira e sua esposa Fátima Silveira, foram assassinados em uma propriedade na região do "Aguão", zona rural da Capital, após serem roubados. Cristóvão Silveira foi morto aparentemente com golpes de facão e a esposa foi encontrada com o corpo carbonizado.
O latrocínio aconteceu para roubar uma camionete L-200 do ex-vereador e teve a participação do próprio caseiro da propriedade. Inicialmente o caseiro, identificado como Riverino Mangelo, 45 anos, contou à polícia que tentou impedir o assalto, mas acabou entrando em contradição e confessou o crime.
Os autores foram presos em Anastácio. Alberto Nunes Mangelo, de 20 anos, e Rogério Nunes Mangelo, de 19 anos, são filhos do caseiro. Dois envolvidos no crime, que levaram a caminhonete até Corumbá, ainda estão foragidos.