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Latrocínio de Silveira foi planejado há uma semana

19 JUL 2017 • POR Gerciane Alves e Joilson Francelino • 17h56

Em coletiva no final da tarde desta quarta-feira (19), o Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros) deu detalhes do crime que vitimou o ex-vereador Cristóvão Silveira e a esposa Fátima Silveira. 

De acordo com o delegado Fábio Peró, o caseiro Rivelino Mangelo, de 42 anos, o filho e Rogério Nunes Mangelo, 19 anos, e o sobrinho Diogo André de Almeida já planejavam o crime há uma semana. A polícia apreendeu celulares onde constam conversas dos três sobre a ação contra o ex-vereador e a esposa.

Durante depoimento, Rivelino contou à polícia que o motivo de tanta violência era o fato do ex-vereador ser um “patrão ruim”. Ele salientou que Silveira vivia discutindo com ele, o xingava e ainda o proibia de sair das imediações da fazenda. 

Ainda segundo a polícia, Rivelino teria atraído Silveira e a esposa para um galpão da propriedade e lá, com a ajuda de Diogo, desferido vários golpes de facão contra as vítimas. Há  suspeita que Fátima tenha sido violentada sexualmente e por esse motivo o caseiro tentou incendiar o corpo, mas a gasolina usada para combustão teria sido insuficiente. O corpo será periciado para constatar se houve ou não estupro.

Após o assassinato, o plano era levar a caminhonete e abandonar em um lixão no município de Anastácio, mas Diogo não sabia dirigir e por isso pediu ajuda para um comparsa, que não teve o nome divulgado até o momento. Antes disso, Diego passou na casa de outro filho de Rivelino, Alberto Nunes Mangelo, de 20 anos, onde deixou uma TV de 42”, roubada da casa do casal.

No local, uma fazenda próximo a Anastácio, os bandidos queimaram as roupas que usaram durante o assassinato com o objetivo de não deixar vestígio do crime. Em seguida, seguiram para a Bolívia. Porém, passando por Corumbá, o veículo foi identificado e interceptado pela polícia. Diogo e o comparsa conseguiram fugir entrando em uma mata. 

Durante a coletiva, a polícia disse que havia sido informada a respeito da prisão de Diogo e do comparsa. Durante perseguição a caminhonete teria tombado e os bandidos mais uma vez tentado fugir a pé, porém durante troca de tiros, Diogo foi ferido, capturado e lavado para um hospital de Corumbá.

Os facões usados no crime, celulares e a caminhonete foram apreendidos e passarão por perícia. A esposa de Rivelino, que morava com ele na propriedade e a filha já foram ouvidas. Para a polícia a mulher contou somente que o marido estava nervoso ontem a tarde e a apressava para que saísse logo de casa.

O crime

O ex-vereador Cristóvão Silveira e sua esposa Fátima Silveira, foram assassinados em uma propriedade na região do "Aguão", zona rural da Capital, após serem roubados. Cristóvão Silveira foi morto aparentemente com golpes de facão e a esposa foi encontrada com o corpo carbonizado. 

O latrocínio aconteceu para roubar uma camionete L-200 do ex-vereador e teve a participação do próprio caseiro da propriedade. Inicialmente o caseiro, identificado como Riverino Mangelo, 45 anos, contou à polícia que tentou impedir o assalto, mas acabou entrando em contradição e confessou o crime.

Os autores foram presos em Anastácio. Alberto Nunes Mangelo, de 20 anos, e Rogério Nunes Mangelo, de 19 anos, são filhos do caseiro.