Esposa traída tenta se vingar da rival e se torna a vilã do caso
"Quem vai se dar mal é a esposa. De traída passou a ser a acusada", disse o delegado
26 JUL 2017 • POR Da redação com Uol • 17h39Mulher pega conversa do marido com suposta amante pelo whatsApp imprime em vários panfletos e espalha tudo pela cidade de Apucarana – a 369 km da Capital Curitiba (PR). O caso que iniciou há 30 dias só foi fechado na última terça-feira (25). Mesmo traída, a vítima pode virar a vilã da história.
De acordo com matéria do site Uol desta quarta-feira (26), a mulher queria se vingar do esposo e assim distribuiu as mensagens por sua cidade. "Procuro homem casado", esta era a mensagem que a esposa traída colocou nos panfletos, além de colocar o nome e o telefone de sua concorrente nas impressões. E a coragem da esposa não ficou apenas nisso, ela criou um perfil falso no Facebook para espalhar as imagens do cartaz.
Segundo a polícia, a jovem amante teve que para de frequentar as aulas em sua universidade, onde faz direito, pois a traída contratou um carro para distribuir os panfletos em frente a faculdade.
A suposta amante, sentindo – se atacada, levou o caso à Polícia Civil da cidade. Pelo ato da esposa, supostamente traída, ela deve se processada. O delegado José Aparecido Jacovó, chefe da 17ª Subdivisã Policial (SPD) disse ao Uol, que ela poderá responder por criminalmente por injúria e difamação e ainda ter que pagar uma indenização na esfera cívil.
O delegado disse ainda que o inquérito iniciou a mais de 30 dias, mas só foi concluído na última terça-feira. Ele explica que as ocorrências envolvendo redes sociais tem virado uma espécie de epidemia.
"Exatamente ontem (terça-feira) tinha mais três casos com redes sociais. Toda semana tem dois ou três. A polícia agora tem que criar um setor para atender essa 'fuleragem' de pessoas irresponsáveis. Tem gente que conhece o outro em um dia e no outro já manda nudes. Ai chega no outro dia aqui e quer que a polícia tire da rede social, prenda o cara, o que é praticamente impossível", afirmou o delegado.
De vítima a vilã
A esposa traída admitiu à polícia ter feitos os panfletos. À partir disso Foi feito um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO, registro de uma infração de menor potencial ofensivo) e encaminhado para o Juizado Especial Criminal.
O delegado afirma que o juiz deve determinar uma pena mais branda ao caso, como o pagamento de cestas básicas ou a prestação de serviços comunitários.
"Quem vai se dar mal é a esposa. De traída passou a ser a acusada", completou o delegado José Aparecido Jacovó.