Campanha que começou em MS supera meta e confecciona mais de 100 mil tsurus
6 AGO 2017 • POR Da redação • 13h52A campanha 72 mil Tsurus pela Paz, criada em Campo Grande (MS) em homenagem às vítimas de Okinawa, Hiroshima e Nagasaki e em apoio a extinção das armas nucleares no mundo, superou as expectativa e os voluntários conseguiram atingir mais de 100 mil tsurus.
As aves-símbolo da paz, boa sorte, saúde, longevidade e esperança começarão a ser entregues em jogos oficiais da Copa Libertadores e Campeonato Brasileiro. A entrega também será realizada em 4 cidades do país oriental: Saitama, Okinawa, Hiroshima e Nagasaki, as duas últimas vítimas dos únicos ataques com bombas nucleares contra civis.
Participaram da campanha cerca de 30 mil pessoas, em sete estados brasileiros (MS, DF, PR, SC, SP, RJ e PE), entre voluntários, moradores de comunidades de baixa renda, descendentes nikkeis e brasileiros, além de detentos e adolescentes em casas de recuperação para menores infratores. A campanha teve como meta dobrar 72 mil tsurus, porém em 45 dias, superaram a meta e juntos conseguiram dobrar 103.164 tsurus.
"Não é só dobrar um papel, é muito mais que isso. É reunir famílias, amigos e fazer novos amigos. É deixar o celular de lado por alguns minutos e se concentrar em pensar em boas coisas, sem reclamar. É você repensar nos seus sonhos de vida e na capacidade que você tem de aprender e de realizar qualquer coisa que se proponha a fazer. Sempre passo a passo, dobra por dobra você chega lá", se a união dos voluntários nada seria possível diz a idealizadora da campanha Lígia Oizumi.
Os 103.164 tsurus serão entregues no Brasil e no Japão. Do total, 7 mil foram levados ao Japão e serão entregues por Lígia Oizumi em abrigos, asilos, hospitais e monumento da Paz nas províncias de Hiroshima, Nagasaki e Okinawa durante o mês de Agosto.
O demais tsurus serão entregues pelos voluntários da campanha em Jogos de Futebol do Campeonato Brasileiro e Libertadores. Nos estádios, a entrega representará não somente uma homenagem às vítimas das bombas nuclares no Japão, mas também para conscientizar os presentes pela paz nos estádios, diante das últimas notícias lamentáveis de mortes de torcedores envolvidos em confrontos.