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Dr. Pedro Pedrossian, um apoiador da saúde e da Santa Casa

Pedro não se furtava a oportunidade de fazer o necessário para que fossem mantidos os serviços de saúde no Estado

25 AGO 2017 • POR Da redação com assessoria • 18h34

Não é necessário relatar a ação do Dr. Pedro Pedrossian em relação à construção da infraestrutura de Mato Grosso do Sul. Até os jovens, que não viveram seu tempo de governo, sabem da importância de suas realizações. O novo Estado precisava de estradas e Pedrossian construiu, necessitava de universidade e ele fez, de sede de governo e ele providenciou, enfim, seus governos são inquestionáveis marcos na construção do progresso hoje desfrutado em MS.

Com a ABCG-Santa Casa suas atitudes foram semelhantes. Parceiro nas horas difíceis, Dr. Pedro não se furtava a oportunidade de fazer o necessário para que fossem mantidos os serviços de saúde no atendimento aos sul-mato-grossenses. Numa matéria seria impossível, obviamente, descrever toda sua relação com o hospital, mas vale a pena ressaltar dois momentos desta história, trazidos até nós pelo saudoso ex-presidente Dr. Arthur D’Ávila Filho.

No final fevereiro de 1981, cerca de duas semanas após a visita do presidente da República, João Batista Figueiredo, compareceu à inauguração do novo prédio da Santa Casa, Dr. Pedro surpreende toda a diretoria da ABCG com recursos expressivos para mobiliar importantes áreas do novo prédio. Vejam o relato de Dr. Arthur D’Ávila:

 “...duas semanas após a visita presidencial recebemos um comunicado do chefe da Casa Civil, Dr. Osmar Dutra, marcando dia e hora de uma visita do governador. Convocada toda a diretoria, dia e hora aprazada aparece a D. Maria Aparecida Pedrossian, representando o esposo e acompanhada do secretário de fazenda, Dr. Hugo Banfim, e nos surpreende com a notícia de que o governador determinara à Secretaria de Fazenda que nos repassasse cem milhões de cruzeiros!

 Com este recurso adquiriu-se todos os equipamentos necessários para o Centro Cirúrgico com mais outras oito salas cirúrgicas, incluídas uma para cirurgia cardíaca e outra para transplantes, além do necessário para completar o andar de Terapia Intensiva e de vários outros setores do hospital.”

Fevereiro de 1992, em uma de suas maiores crises, a ABCG-Santa Casa não tinha meios para a manutenção dos serviços e seus fornecedores já se negavam a entregar desde medicamentos até a mais básica alimentação, o caso era desesperador, como resumiram alguns que viveram o momento. Após visitar o prefeito, o governador e o ministro da saúde e não obter esperança de apoio, a diretoria se reúne para decidir o que fazer.  Assim relata Dr. Ávila:

 “A noite, em reunião com lideranças, decidimos evacuar o hospital com alta de todos os doentes, com exceção dos mais graves e dos internados em terapia intensiva. Creiam, em torno das 22 horas toca o telefone e a gerente administrativo Nobuco Higuchi atende, avisando-nos que, da Governadoria, Pedrossian queria nos falar. Ele nos comunica que no dia seguinte, às dez horas da manhã, iria levar um cheque de três bilhões de cruzeiros!”

 Pedrossian havia conseguido liberar recursos do Banco do Brasil e uma de suas primeiras atitudes foi comunicar a ABCG e enviar o valor necessário para que os atendimentos pudessem ser mantidos. Vejam como Dr. Ávila classificou o ato ao falar sobre a reunião realizada para a entrega do recurso no dia seguinte: 

“Bela e comovente reunião aquela em que se consagrou o elevado espírito de responsabilidade de um governo comprometido com os problemas da mais alta relevância.”