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Quarteto mata homem para livrá- lo de "espírito maligno"

De acordo com os criminosos, na noite do crime, todos estavam em um centro de umbanda

29 AGO 2017 • POR Da redação • 15h48

Hélio Teixeira da Costa, de 28 anos, foi morto por estar possuído por espírito maligno, essa foi a versão usada pelas quatro pessoas envolvidas no crime. Os acusados foram apresentados pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (29) na Cepol (Centro de Polícia Especializada) no bairro Tiradentes. 

Os envolvidos no crime são: Ana Maria Calixto, 55 anos, conhecida como “Mãe Maria”, por ser dona de um terreiro de macumba; Gleibson José de Lira, 35, o “Lagoa”; José Glebson de Lira, 34, o “Lagoinha”; e Lucas Rodrigues de Almeida, 18. 

De acordo com os criminosos, na noite do dia 29 de janeiro, todos estavam em um centro de umbanda localizado no bairro Tijuca. No local acontecia uma festa regada de muita cerveja, quando Teixeira ficou possuído pelo “Exu 7 Facadas” e tentou matar  Ana.

Na cofusão, Gleibson José, Glebson de Lira e Lucas Rodrigues, seguraram Teixeira que estava armado com uma faca. Os três homens e mais um que está foragido começaram a espancar Hélio. 

Legítima defesa

Já com a vítima desacordada após o espancamento, ele foi colocado dentro de um Fiat/Pálio e desovaram o corpo no bairro Santa Emília, atrás da pista do Aeroporto Internacional de Campo Grande. No local do abandono, Lucas teria puxado a cabeça de Costa e feito um corte no pescoço, o que resultou e um esgorjamento, ou seja, a cabeça  quase foi decepada do corpo da vítima. 

Luca assumiu a autoria do crime e disse que apenas se defendeu. “Foi legítima defesa, ele [Hélio] me ameaçou de morte. Eu não iria deixa ele me matar e minha mãe [Ana], ela não mandou matar ninguém. Ela foi ao banheiro quando voltou ele já não estava mais lá”, afirmou.

O delegado responsável pela investigação, Márcio Oshiro Obara, disse que os envolvidos serão indiciados por homicídio doloso qualificado, associação criminosa e ocultação de cadáver.