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Valores pagos a Ary Rigo não chancelam tese do “sócio oculto”

31 AGO 2017 • POR Da redação • 18h23

O Ministério Público no pedido de prisão, oriundo da Operação Antivírus, crava que o ex-deputado Ary Rigo é uma espécie de sócio oculto da Dighito (Digix), e alenca  suas razões, ele receberia  dinheiro da Dighito. Na rede social, os valores já foram tachados inclusive ,como “fortuna”.

E quais seriam esses  números que comprovariam a participação societária  de Rigo?

 O dono da Digitho Jonas Schimidt, que tem laços de parentesco com Rigo, repassou R$ 72.600 em dois anos, que somam-se a R$ 334.466.02, lastreados em notas fiscais da época de compra e venda de gado.

Segundo o MP, a Digithobrasil movimentou no período algo em torno de R$343 milhões, sendo R$ 128 milhões do Governo do Estado. Qualquer que seja o critério a hipotética participação de Rigo na empresa seria mínima, segundo os fatores citados pelo MPE que estranhamente não considerou algo matemático, a proporcionalidade ao nomear valores. 

O juiz Mario Esbalqueiro, também parece não ter se atentado a desproporção entre a importância do acusado  e valores pagos.  Somando se o que foi  recebido  pelo ex deputado, chega se a R$ 406.000 em números arredondados, esse valor seria algo em torno de  0.11% do movimento da empresa. Levando-se em conta apenas recebidos  do  governo de MS , o numerário transferido a Ary Rigo corresponderia  a  0.31%  do que foi pago pelos contratos junto ao governo estadual .

Por esse lado, que teve o argumento mais forte da parte do MP a conta simplesmente não fecha e Rigo seria um sócio oculto pé de chinelo, literalmente, bastante diferente da condição de principal lobista da qual é acusado.