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Para o Governo Federal, rota bioceânica não se limitará às exportações

1 SET 2017 • POR Da redação com assessoria • 11h36
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Após as visitas de representantes dos governos federal e estadual e empresários do setor de transporte de cargas ao Paraguai, Argentina e Chile, o Governo destacou que a construção da ponte sobre o rio Paraguai, que cria uma nova rota do corredor bioceânico não se resume a exportações.

Uma caravana formada por mais de 80 pessoas completarão a viagem até a costa do Pacífico nesta sexta-feira (1º), em Assunção, percorrendo cerca de seis mil quilômetros em 29 caminhonetes.

Para o coordenador-geral de Assuntos Econômicos do Ministério das Relações Exteriores, João Carlos Parkinson de Campo, a rota da integração não alavancará apenas a economia de Mato Grosso do Sul, do Centro-Oeste, e dos três países que integram o corredor com exportações, mas abrirá perspectivas de crescimento para novas correntes comerciais.

Ele lembrou que Salta, na Argentina, é grande produtora de sal e pode atender a demanda do Estado. “Na visita que fizemos a Salta, descobriu-se que é possível exportar sal para atender a grande demanda de Mato Grosso do Sul, que traz o produto de Mossoró (RN), numa distância de três mil quilômetros, quando poderia ser suprido pela Argentina em um tempo de 14 horas”, frisou.

Neste aspecto, segundo ele, o novo corredor não servirá unicamente aos países exportadores de commodities e terá apenas um caminho, o dos portos chilenos. “É um projeto mais complexo, servirá as importações e exportações em todos os sentidos, será abrangente, atendendo demandas e acordos localizados, como a questão do sal”, finalizou.