Brasil

Temer defende desarmamento nuclear e pacificação para promover segurança

Presidente conclamou para que países se unam em torno de ações de combate ao terrorismo, também rechaçou o racismo, a xenofobia e todas as formas de discriminação

19 SET 2017 • POR Da redação com Assesoria • 12h09
Reprodução/ Portal Brasil

O desarmamento nuclear e a pacificação entre os países foram defendidos pelo presidente da República, Michel Temer, durante a abertura do debate geral da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira (19).

Temer dedicou boa parte do seu discurso ao tema e condenou os recentes testes nucleares e missilísticos na Península Coreana ao afirmar que “é urgente definir encaminhamento pacífico para situação cujas consequências são imponderáveis.”

O presidente disse que, nesta quarta-feira (20), assinará o Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares e reforçou o papel do Brasil como país que abriu mão de possuir armas nucleares.

Em relação aos conflitos no Oriente Médio, Temer falou sobre a necessidade de se revigorar “os mecanismos de prevenção de conflitos. A prevenção passa pela diplomacia. Passa pelo desenvolvimento. É crucial reconhecer o nexo entre segurança e desenvolvimento”, disse.

Temer também fez um apelo para que os países se unam no combate ao terrorismo. “Não seremos acuados pelo terror nem permitiremos que ele abale nossa crença na liberdade e na tolerância”, enfatizou. O presidente rechaçou o racismo, a xenofobia e todas as formas de discriminação, e reforçou que “apenas de forma coordenada e articulada daremos combate eficaz ao tráfico de pessoas, de armas, de drogas, à lavagem de ativos”.

América do Sul

Temer também ressaltou o fim dos conflitos na Colômbia e a iniciativa do Brasil em reunir os países da América do Sul para garantir a segurança nas fronteiras.

No entanto, o presidente ponderou que a situação na Venezuela continua a “deteriorar-se”, mas afirmou que o governo está do lado do povo venezuelano e tem recebido milhares de migrantes e refugiados do país. “Na América do Sul, já não há mais espaço para alternativas à democracia. É o que afirmamos no Mercosul, é o que seguiremos defendendo”, concluiu.