Polícia

Em audiência, "Bumbum" foi apertado por testemunhas

Testemunhas de acusação depuseram no caso da morte da bancária Lilian Calixto

17 ABR 2019 • POR Mauro Silva com Meia Hora • 18h11
Denis injetou, em julho do ano passado, nos glúteos da bancária Lilian Calixto a substância PMMA - Reprodução

No 1º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro três testemunhas da cusação foram ouvidas pela juíza Viviane Ramos de Faria sobre o caso da morte da bancária Lilian Calixto, atendida por Denis Furtado, conhecido como "Doutor Bumbum". A audiência aconteceu na última terça-feira (16).

A mãe do "Dr. Bumbum", Maria de Fátima Furtado, além de sua namorada Renata Cirne que também é ré no caso estavam presentes na audiência. Lilian morreu em julho do ano passado devido a uma embolia pulmonar. A morte ocorreu um dia depois que Denis injetou nos glúteos da vítima a substância PMMA, derivada do acrílico.

Outra audiência será marcada para que sejam ouvidas as testemunhas de defesa e os réus serão investigados. De acordo com o jornal Meia Hora, um dos policiais civis que esteve no Shopping Downtown, na Barra da Tijuca, onde Denis tinha consultório, no dia em que a bancária morreu, revelou o motivo da fuga do acusado. Segundo o policial, assim que avistou o Bumbum em um carro, disse que era da polícia. Assim o Denis fugiu e só foi preso com a mãe quatro dias depois.

No depoimento de um enfermeiro do hospital Copa D’Or, que prestou os primeiros socorros a Lilian, falou que a vítima já chegou na unidade de saúde passando mal com dificuldades de respirar. Mas chegou a contar que tinha acabado de realizar uma bioplastia dos glúteos.

O enfermeiro disse também que Denis chegou no hospital logo em seguida da entrada da vítima da emergência. Ainda consciente a paciente pediu que seus documentos fossem entregues ao "Dr. Bumbum", mas ele ficou apenas alguns minutos e foi embora.

O advogado do acusado foi procurado para esclarecer os depoimentos das testemunhas, mas não foi encontrado.