TRE abre Congresso Internacional de Direito Eleitoral
Reforma política, democracia na América Latina e participação feminina serão debatidos no congresso
24 MAI 2019 • POR Rayani Santa Cruz e Joilson Francelino • 09h30O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), abriu nesta sexta-feira (24), o II Congresso Internacional de Direito Eleitoral (CONIDEL), que, em 2019, terá como grande homenageado o Ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O evento que também foi organizado pela Escola Judiciária Eleitoral (EJE), ocorre no plenário do TRE-MS e tem o objetivo proporcionar à comunidade jurídica e à sociedade em geral um espaço fecundo para discussão dos mais palpitantes e atuais temas do Direito Eleitoral e Político em nível mundial.
O coordenador-geral do congresso e Diretor da Escola Judiciária Eleitoral, Dr. Daniel Castro Gomes da Costa, disse ao JD1 Notícias, que o evento debate as raízes da política nacional e traz grandes nomes para tentar descobrir novos rumos. “Debateremos o sistema Argentino, Chileno e faremos comparações ao direito institucional brasileiro. Sobre Reforma Política, entendemos que desde o processo inicial Brasil passa por diversos questionamentos e está testando modelos políticos”.
O deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, Paulo Correia, pontuou que o Congresso Nacional e Senado, estão liderando questões políticas no país.
“Entendo que existe uma desarticulação total e isso é muito importante, hoje, vemos que a grande liderança no processo político está sendo o Congresso Nacional e o Senado, eu acho que o nosso presidente Jair Bolsonaro, está em um momento de pegar as rédeas e começar efetivamente fazer articulação política”, disse o presidente do Legislativo.
Para o ministro do TSE, Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, o evento é importante e repassa temas importantes do direito eleitoral. “Esse congresso é de natureza internacional e oportuno que seja realizado poucos meses após eleições. Questão de financiamento eleitoral, financiamento de campanhas, participação feminina e tudo o que possa desenvolver sobre direito eleitoral e perspectivas de eleições no ano que vem”, disse o ministro.